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Preservação dos vestígios forenses [Recurso eletrónico] : conhecimentos e práticas dos enfermeiros do serviço de urgência e/ou emergência / Cristiana Isabel de Almeida Gomes

Autor: GOMES, Cristiana Isabel de AlmeidaIdioma: Português.Publicação: Coimbra : [s.n.], 2016Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 329374 | 4014 | 321508 | 302776 | 322094 | 320649 | 334284Resumo: O crime violento e os traumas associados são entidades que envolvem a atuação de vários profissionais, incluindo os profissionais de saúde. O Enfermeiro tem como principal objetivo a assistência à vítima promovendo cuidados de saúde. Apesar desta vital prioridade, é também importante que estes procedam à preservação dos vestígios (biológicos e não biológicos) encontrados no corpo da vítima/agressor ou no local, que mais tarde poderão ser alvo de prova pericial em Tribunal com relevância Médico-Legal. Este estudo, teve como base o Princípio de Locard, que refere que “Todo o contacto deixa um traço” e na premissa de que os vestígios são frágeis e facilmente deterioráveis podendo ser alterados ou perdidos durante a intervenção médica/enfermagem. Este trabalho tem como objetivos: conhecer a perceção do conhecimento e a executabilidade dos procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência; verificar se existe relação entre a perceção do conhecimento de procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência e a sua executabilidade; e verificar se alguns fatores académicos/profissionais dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência estão associados à perceção do conhecimento e à executabilidade de procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses. É um tipo de estudo quantitativo, descritivo e correlacional. Na sua génese, encontra-se o desenvolvimento e aplicação do Questionário sobre a Preservação dos Vestígios na Assistência à Vítima por Enfermeiros, o QPVAVE (Gomes, Chaves, & Corte-Real, 2014) a uma amostra de Enfermeiros a exercer nos Serviços de Urgência e/ou Emergência em hospitais da Região Centro de Portugal. Foi possível verificar que existe um elevado desconhecimento e não executabilidade dos procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses nas diferentes categorias analisadas (Gestão de vestígios, Agressão sexual, Lesões, Arma branca, Arma de fogo, Acidentes de viação, Intoxicações e Asfixias). Verificou-se uma correlação positiva entre o nível de conhecimento e a executabilidade destes procedimentos. Existem fatores académico/profissionais dos Enfermeiros que podem contribuir para modelar os níveis de conhecimento e executabilidade. Os Enfermeiros referem, maioritariamente, a não existência de um protocolo sobre a preservação de vestígios na assistência à vítima. Como desafio futuro podemos afirmar que se justifica a aposta na formação e na investigação dos Enfermeiros na área das Ciências Forenses, nomeadamente na preservação dos vestígios forenses, assim como no desenvolvimento de protocolos multidisciplinares com este intuito.
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Monografias Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD282 (Browse shelf) PJCD282 Available PJ1CD282_16

Dissertação de Candidatura ao Grau de Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo como orientadores Manuel Chaves, Francisco Corte-Real. Ficheiro de 22,1 MB em formato PDF (255 p.). Resumo inserto na publicação.

O crime violento e os traumas associados são entidades que envolvem a atuação de vários profissionais, incluindo os profissionais de saúde. O Enfermeiro tem como principal objetivo a assistência à vítima promovendo cuidados de saúde. Apesar desta vital prioridade, é também importante que estes procedam à preservação dos vestígios (biológicos e não biológicos) encontrados no corpo da vítima/agressor ou no local, que mais tarde poderão ser alvo de prova pericial em Tribunal com relevância Médico-Legal. Este estudo, teve como base o Princípio de Locard, que refere que “Todo o contacto deixa um traço” e na premissa de que os vestígios são frágeis e facilmente deterioráveis podendo ser alterados ou perdidos durante a intervenção médica/enfermagem. Este trabalho tem como objetivos: conhecer a perceção do conhecimento e a executabilidade dos procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência; verificar se existe relação entre a perceção do conhecimento de procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência e a sua executabilidade; e verificar se alguns fatores académicos/profissionais dos Enfermeiros do Serviço de Urgência e/ou Emergência estão associados à perceção do conhecimento e à executabilidade de procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses. É um tipo de estudo quantitativo, descritivo e correlacional. Na sua génese, encontra-se o desenvolvimento e aplicação do Questionário sobre a Preservação dos Vestígios na Assistência à Vítima por Enfermeiros, o QPVAVE (Gomes, Chaves, & Corte-Real, 2014) a uma amostra de Enfermeiros a exercer nos Serviços de Urgência e/ou Emergência em hospitais da Região Centro de Portugal. Foi possível verificar que existe um elevado desconhecimento e não executabilidade dos procedimentos referentes à preservação dos vestígios forenses nas diferentes categorias analisadas (Gestão de vestígios, Agressão sexual, Lesões, Arma branca, Arma de fogo, Acidentes de viação, Intoxicações e Asfixias). Verificou-se uma correlação positiva entre o nível de conhecimento e a executabilidade destes procedimentos. Existem fatores académico/profissionais dos Enfermeiros que podem contribuir para modelar os níveis de conhecimento e executabilidade. Os Enfermeiros referem, maioritariamente, a não existência de um protocolo sobre a preservação de vestígios na assistência à vítima. Como desafio futuro podemos afirmar que se justifica a aposta na formação e na investigação dos Enfermeiros na área das Ciências Forenses, nomeadamente na preservação dos vestígios forenses, assim como no desenvolvimento de protocolos multidisciplinares com este intuito.

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