Atribuição de autoria em linguística forense [Recurso eletrónico] : uma análise combinada para identificação de autor através do texto / Liliana Rita de Amorim Romão Teles
Idioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2015Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 241547 | 343080 | 21050 | 334284Resumo: Com esta dissertação pretendemos verificar em que medida uma análise combinada, quantitativa e qualitativa, pode ser a abordagem adequada para casos forenses de atribuição de autoria a textos de valor probatório. Assumindo que não é possível compreender a variedade linguística de um indivíduo sem ter previamente um conhecimento da variedade própria da comunidade em que este está inserido, partimos de um conceito de variação da língua a nível individual que não é propriamente o de idioleto, mas sim o de estilo idioletal, o conjunto das escolhas do falante individual a partir do sistema linguístico da sua própria comunidade (Labov (2006/1966):5, Turell (2010)). Reunimos um corpus de cartas variado para verificar qual a possibilidade de atribuir o autor certo a um texto questionado. O corpus incluía um conjunto de 48 cartas redigidas anonimamente por doze informantes da mesma faixa etária e do mesmo dialeto, com controlo das variáveis “formação curricular” e “género”. Para a análise quantitativa, usámos o classificador de uma Máquina de Vetores de Suporte, método usado frequentemente em estudos de atribuição de autoria, e verificámos a sua taxa de sucesso na atribuição de género, formação curricular e autoria a cada carta de ameaça, usando, como corpus textual de treino, as restantes cartas de cada autor. Numa segunda fase, repetimos o teste de classificação, mas apenas considerando uma carta de ameaça adicional, tomada como “TextoQ”. Para a análise qualitativa, recolhemos os elementos linguísticos que se afiguravam reveladores do estilo do autor no texto questionado e procurámos identificar traços coincidentes num conjunto de cartas selecionadas do corpus. Com esta experiência em ambiente controlado, conseguimos, recorrendo a uma análise combinada, atribuir a autoria de um texto hipoteticamente anónimo. Julgamos ter assim contribuído para a análise das diferenças nos enunciados escritos individuais, para a interpretação dos resultados do seu processamento computacional, e, consequentemente, para o avanço da linguística forense no contexto do estudo do português europeu.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Monografias | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD282 (Browse shelf) | PJCD282 | Available | PJ1CD282_59 |
Dissertação de Mestrado em Linguística, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo como orientadora Rita Marquilhas. Ficheiro de 1,38 MB em formato PDF (78 p.). Resumo inserto na publicação.
Com esta dissertação pretendemos verificar em que medida uma análise combinada, quantitativa e qualitativa, pode ser a abordagem adequada para casos forenses de atribuição de autoria a textos de valor probatório. Assumindo que não é possível compreender a variedade linguística de um indivíduo sem ter previamente um conhecimento da variedade própria da comunidade em que este está inserido, partimos de um conceito de variação da língua a nível individual que não é propriamente o de idioleto, mas sim o de estilo idioletal, o conjunto das escolhas do falante individual a partir do sistema linguístico da sua própria comunidade (Labov (2006/1966):5, Turell (2010)). Reunimos um corpus de cartas variado para verificar qual a possibilidade de atribuir o autor certo a um texto questionado. O corpus incluía um conjunto de 48 cartas redigidas anonimamente por doze informantes da mesma faixa etária e do mesmo dialeto, com controlo das variáveis “formação curricular” e “género”. Para a análise quantitativa, usámos o classificador de uma Máquina de Vetores de Suporte, método usado frequentemente em estudos de atribuição de autoria, e verificámos a sua taxa de sucesso na atribuição de género, formação curricular e autoria a cada carta de ameaça, usando, como corpus textual de treino, as restantes cartas de cada autor. Numa segunda fase, repetimos o teste de classificação, mas apenas considerando uma carta de ameaça adicional, tomada como “TextoQ”. Para a análise qualitativa, recolhemos os elementos linguísticos que se afiguravam reveladores do estilo do autor no texto questionado e procurámos identificar traços coincidentes num conjunto de cartas selecionadas do corpus. Com esta experiência em ambiente controlado, conseguimos, recorrendo a uma análise combinada, atribuir a autoria de um texto hipoteticamente anónimo. Julgamos ter assim contribuído para a análise das diferenças nos enunciados escritos individuais, para a interpretação dos resultados do seu processamento computacional, e, consequentemente, para o avanço da linguística forense no contexto do estudo do português europeu.
There are no comments for this item.