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Propensão, experiências e consequências da vitimização [Recurso eletrónico] : representações sociais / Alberto da Costa Ribeiro Peixoto

Autor: PEIXOTO, Alberto da Costa RibeiroIdioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2012Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 324224 | 336840 | 3558 | 322367 | 334284 | 354788Resumo: Após a formulação das perguntas de partida: haverá, em Portugal, pessoas que apresentem uma propensão acrescida para serem vítimas de crimes? e em que medida as experiências de vitimização, as características individuais, sociais, económicas, demográficas e contextuais condicionam a propensão para a vitimização? lançámo-nos na pesquisa bibliográfica e documental com o objectivo de problematizar o objecto de estudo. Partindo das representações sociais e de conceitos operativos existentes, reescrevemos novos conceitos operativos com o objectivo de delimitarmos a vitimização da criminalidade enquanto objecto de estudo. De seguida edificámos um plano metodológico, com um inquérito sociológico subjacente que apelidámos de inquérito à propensão para a vitimização. Para além de dados sócio-demográficos, sócio-profissionais, sócio-familiares e criminais disponíveis em relação à população portuguesa, através do referido inquérito, com uma amostra de 6 120, indivíduos, procurámos recolher um conjunto vasto de indicadores referentes a dois grupos: as vítimas e as não-vítimas no sentido de efectuarmos comparações e detectarmos as regularidades e singularidades existentes com capacidade de explicação das propensões. Depois de explanarmos uma visão sobre a vitimização em Portugal e na Europa, pesquisámos as afectações da vitimização nas regiões em estudo (Açores, Beira Interior, Douro Litoral e Minho), do medo da vitimização, do estilo de vida e a sua influência, da crença na violência, das consequências da vitimização, do efeito da discriminação, dos factores de risco e da prevenção da vitimização. Obtido um quadro explicativo multifactorial para a vitimização criminal, centrámo-nos no conceito de prognose da vitimização com o objectivo de se apresentar uma tábua de prognose da vitimização em geral capaz de nos permitir definir o grau de probabilidade de um indivíduo vir a ser ou não vítima de um crime. Através da pesquisa bibliográfica foi apresentada uma grelha de avaliação do trauma da vitimização segundo as reacções emocionais, físicas e comportamentais, identificadas por Lagerbäck Björn e confirmadas pela nossa abordagem com a finalidade de se avaliar a gravidade do trauma da vitimização, para, em articulação com o resultado da prognose da vitimização, delinear-se uma estratégia de intervenção.
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Monografias Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD241 (Browse shelf) PJCD241 Available PJ1CD241_12

Tese apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, para obtenção do grau de Doutor em Sociologia. Ficheiro de 3,24 MB em formato PDF (425 p.).

Após a formulação das perguntas de partida: haverá, em Portugal, pessoas que apresentem uma propensão acrescida para serem vítimas de crimes? e em que medida as experiências de vitimização, as características individuais, sociais, económicas, demográficas e contextuais condicionam a propensão para a vitimização? lançámo-nos na pesquisa bibliográfica e documental com o objectivo de problematizar o objecto de estudo. Partindo das representações sociais e de conceitos operativos existentes, reescrevemos novos conceitos operativos com o objectivo de delimitarmos a vitimização da criminalidade enquanto objecto de estudo. De seguida edificámos um plano metodológico, com um inquérito sociológico subjacente que apelidámos de inquérito à propensão para a vitimização. Para além de dados sócio-demográficos, sócio-profissionais, sócio-familiares e criminais disponíveis em relação à população portuguesa, através do referido inquérito, com uma amostra de 6 120, indivíduos, procurámos recolher um conjunto vasto de indicadores referentes a dois grupos: as vítimas e as não-vítimas no sentido de efectuarmos comparações e detectarmos as regularidades e singularidades existentes com capacidade de explicação das propensões. Depois de explanarmos uma visão sobre a vitimização em Portugal e na Europa, pesquisámos as afectações da vitimização nas regiões em estudo (Açores, Beira Interior, Douro Litoral e Minho), do medo da vitimização, do estilo de vida e a sua influência, da crença na violência, das consequências da vitimização, do efeito da discriminação, dos factores de risco e da prevenção da vitimização. Obtido um quadro explicativo multifactorial para a vitimização criminal, centrámo-nos no conceito de prognose da vitimização com o objectivo de se apresentar uma tábua de prognose da vitimização em geral capaz de nos permitir definir o grau de probabilidade de um indivíduo vir a ser ou não vítima de um crime. Através da pesquisa bibliográfica foi apresentada uma grelha de avaliação do trauma da vitimização segundo as reacções emocionais, físicas e comportamentais, identificadas por Lagerbäck Björn e confirmadas pela nossa abordagem com a finalidade de se avaliar a gravidade do trauma da vitimização, para, em articulação com o resultado da prognose da vitimização, delinear-se uma estratégia de intervenção.

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