Família, psicopatologia e resiliência na adolescência [Recurso eletrónico] : do risco psicossocial ao percurso delinquente / Ida Manuela de Freitas Andrade Timóteo Lemos
Idioma: Português.Publicação: Faro : [s.n.], 2007Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 321365 | 234573 | 3558 | 323418 | 334284Resumo: Neste trabalho procuramos analisar a relação entre factores de risco psicossocial (individuais, sócio-demográficos e familiares), indicadores de psicopatologia e recursos de resiliência. Foram inquiridos 628 adolescentes da população escolar do distrito de Faro e um grupo de 63 adolescentes em contacto com o Sistema de Justiça, abrangidos pela Lei Tutelar Educativa. Para avaliação das variáveis em estudo utilizámos a “Adolescent Psychopathology Sale – Short Form” (Reynods, 2000), o “Brief Symptom Inventory – BSI (Derogatis, 1982; Canavarro, 1999), o IPA (Streit, 1978; Fleming 1997), o IKRA (Constantine, Benard & Diaz, 1999; Martins, 2005) e ainda um questionário sócio-demógrafico construído para o efeito. Foi também aplicado aos técnicos do Instituto de Reinserção Social responsáveis pelo acompanhamento dos adolescentes, um questionário, tendo em vista obter informações sobre características do comportamento delinquente, acontecimentos negativos na infância, variáveis académicas e contexto familiar do grupo delinquente. Os resultados obtidos permitiram encontrar relações entre os factores e sugerem que, em particular, a estrutura familiar, a presença de acontecimentos negativos na infância, o número de retenções académicas e a percepção do afecto e do controlo/supervisão parentais, parecem estar significativamente associados, quer à manifestação de perturbações psicopatológicas (exteriorizadas ou interiorizadas), quer aos recursos de resiliência nos adolescentes da população geral. De igual modo, as práticas parentais, a ausência de uma figura paterna no agregado familiar e os conflitos familiares parecem remeter para a expressão de psicopatologia nos adolescentes delinquentes e estar associados a uma percepção mais baixa de recursos resilientes.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Monografias | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD215 (Browse shelf) | PJCD215 | Available | PJ1CD215_26 |
Tese para obtenção do grau de Doutor no ramo de Psicologia, especialidade de Psicologia Clínica da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Universidade do Algarve), tendo como orientadores Joaquim Eduardo Nunes Sá e Alexandra Isabel Dias Reis. Resumo do autor. Ficheiro de 4,80 MB em formato PDF (653 p.). Disponível também em: https://sapientia.ualg.pt/bitstream/10400.1/258/1/tese%20IDA%20LEMOS-vers%c3%a3o%20final%20PDF.pdf. Acedido a 06 de maio de 2013.
Neste trabalho procuramos analisar a relação entre factores de risco psicossocial (individuais, sócio-demográficos e familiares), indicadores de psicopatologia e recursos de resiliência. Foram inquiridos 628 adolescentes da população escolar do distrito de Faro e um grupo de 63 adolescentes em contacto com o Sistema de Justiça, abrangidos pela Lei Tutelar Educativa. Para avaliação das variáveis em estudo utilizámos a “Adolescent Psychopathology Sale – Short Form” (Reynods, 2000), o “Brief Symptom Inventory – BSI (Derogatis, 1982; Canavarro, 1999), o IPA (Streit, 1978; Fleming 1997), o IKRA (Constantine, Benard & Diaz, 1999; Martins, 2005) e ainda um questionário sócio-demógrafico construído para o efeito. Foi também aplicado aos técnicos do Instituto de Reinserção Social responsáveis pelo acompanhamento dos adolescentes, um questionário, tendo em vista obter informações sobre características do comportamento delinquente, acontecimentos negativos na infância, variáveis académicas e contexto familiar do grupo delinquente. Os resultados obtidos permitiram encontrar relações entre os factores e sugerem que, em particular, a estrutura familiar, a presença de acontecimentos negativos na infância, o número de retenções académicas e a percepção do afecto e do controlo/supervisão parentais, parecem estar significativamente associados, quer à manifestação de perturbações psicopatológicas (exteriorizadas ou interiorizadas), quer aos recursos de resiliência nos adolescentes da população geral. De igual modo, as práticas parentais, a ausência de uma figura paterna no agregado familiar e os conflitos familiares parecem remeter para a expressão de psicopatologia nos adolescentes delinquentes e estar associados a uma percepção mais baixa de recursos resilientes.
There are no comments for this item.