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Percepção de crianças expostas à violência interparental [Recurso eletrónico] / Daniela Raquel de Oliveira Caprichoso

Autor: CAPRICHOSO, Daniela Raquel de OliveiraIdioma: Português.Publicação: Porto : [s.n.], 2010Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 326517 | 234573 | 410456 | 3558 | 322367 | 334284Resumo: A presente dissertação debruça-se sobre a problemática da exposição de crianças à violência interparental e a forma como as mesmas percepcionam o problema. A visibilidade crescente que este fenómeno tem adquirido ao longo dos últimos anos é deveras importante para uma maior e melhor compreensão da problemática em causa, contudo, é ainda insuficiente se se tiver em conta o impacto que tal experiência poderá ter no ajustamento psicológico da criança que a ela está exposta. Para a compreensão do fenómeno da violência interparental é importante perceber-se a relação existente entre a violência sobre o cônjuge e a vitimação da criança sendo igualmente relevante ter em conta que apesar do impacto devastador que a exposição poderá ter no ajustamento da criança, existem algumas variáveis mediadoras fundamentais para avaliar os efeitosdesta exposição (Capítulo I). Existe uma vasta gama de teorias que demonstram, segundo a sua perspectiva que a violência interparental tem impacto no ajustamento da criança que a ela está exposta (Capítulo II). A investigação realizada (Capítulo III), que usou complementarmente metodologias quantitativa e qualitativa, caracteriza-se pela execução de dois estudos, um primeiro que fez uso de instrumentos nacionais (E.C.C.V; S.A.N.I e c.P.I.C) que permitiram comparar dois grupos de crianças (GI e GIl) avaliando o seu contexto familiar, as crenças das crianças relativamente à violência em geral e as percepções e interpretações destas acerca dos conflitos interparentais e um segundo que pretendeu conhecer em profundidade a experiência subjectiva de dois jovens com história de exposição à violência interparental durante vários anos. Os resultados sugerem que muitas das crianças expostas à violência interparental são também alvo directo de comportamentos abusivos no seu seio familiar (S.A.N.I). Analisando cada factor individualmente da escala E.C.C.V constata-se que não existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das crenças sobre a violência entre crianças expostas e não expostas à violência interparental. Relativamente ao nível das percepções evidenciadas pelas crianças que constituem o grupo de risco e as que compõem o grupo normativo foram encontradas em termos globais diferenças estatisticamente significativas. O estudo de caso permitiu comparar as percepções de dois jovens expostos durante vários anos à violência interparental.
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Monografias Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD184 (Browse shelf) PJCD184 Available PJ1CD184_22

Dissertação para obtenção do grau de mestre em Psicologia Jurídica apresentada à Universidade Fernando Pessoa sob orientação da Professora Doutora Ana Isabel Sani. Ficheiro de 1,72 Mb em formato pdf (120 p.). Também disponível através de: https://ufpbdigital.ufp.pt/dspace/handle/10284/1638. Acedido a 15 Setembro de 2011.

A presente dissertação debruça-se sobre a problemática da exposição de crianças à violência interparental e a forma como as mesmas percepcionam o problema. A visibilidade crescente que este fenómeno tem adquirido ao longo dos últimos anos é deveras importante para uma maior e melhor compreensão da problemática em causa, contudo, é ainda insuficiente se se tiver em conta o impacto que tal experiência poderá ter no ajustamento psicológico da criança que a ela está exposta. Para a compreensão do fenómeno da violência interparental é importante perceber-se a relação existente entre a violência sobre o cônjuge e a vitimação da criança sendo igualmente relevante ter em conta que apesar do impacto devastador que a exposição poderá ter no ajustamento da criança, existem algumas variáveis mediadoras fundamentais para avaliar os efeitosdesta exposição (Capítulo I). Existe uma vasta gama de teorias que demonstram, segundo a sua perspectiva que a violência interparental tem impacto no ajustamento da criança que a ela está exposta (Capítulo II). A investigação realizada (Capítulo III), que usou complementarmente metodologias quantitativa e qualitativa, caracteriza-se pela execução de dois estudos, um primeiro que fez uso de instrumentos nacionais (E.C.C.V; S.A.N.I e c.P.I.C) que permitiram comparar dois grupos de crianças (GI e GIl) avaliando o seu contexto familiar, as crenças das crianças relativamente à violência em geral e as percepções e interpretações destas acerca dos conflitos interparentais e um segundo que pretendeu conhecer em profundidade a experiência subjectiva de dois jovens com história de exposição à violência interparental durante vários anos. Os resultados sugerem que muitas das crianças expostas à violência interparental são também alvo directo de comportamentos abusivos no seu seio familiar (S.A.N.I). Analisando cada factor individualmente da escala E.C.C.V constata-se que não existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das crenças sobre a violência entre crianças expostas e não expostas à violência interparental. Relativamente ao nível das percepções evidenciadas pelas crianças que constituem o grupo de risco e as que compõem o grupo normativo foram encontradas em termos globais diferenças estatisticamente significativas. O estudo de caso permitiu comparar as percepções de dois jovens expostos durante vários anos à violência interparental.

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