Recordar um cenário de crime : estudo sobre as aptidões de memória dos investigadores criminais / Andreia Vieira, Ana Raposo
In: Investigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3F.ISSN 1647-9300. Lisboa. Nº 4 (Abril 2019) , p. 24-40Idioma: Português.Assunto: PESSOAL DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL | LOCAL DO CRIME | ANÁLISE PSICOLÓGICA | ESTUDO DE CASOS | POLÍCIA JUDICIÁRIA Resumo: Indivíduos que são peritos num dado domínio memorizam informação relacionada com esse domínio de forma mais rápida e eficaz do que indivíduos leigos, mostrando que a memória está fortemente dependente do nosso conhecimento e experiência prévia. Sendo os inspetores da Polícia Judiciária peritos em investigação criminal, questionou-se neste trabalho se as aptidões de memória destes profissionais para objetos e locais de crime são superiores às de indivíduos com ocupações não relacionadas com esta atividade profissional. Os participantes estudaram pares de objetos e locais, em que os objetos podiam estar associados a crime (e.g., pistola –rio) ou ser objetos do quotidiano (e.g., chapéu de sol – praia). Em algumas ocasiões foi dito que o objeto e o local diziam respeito a um crime violento, enquanto noutros casos foi referido que o objeto e o local diziam respeito a um encontro entre amigos. Posteriormente, testou-se a memória dos participantes para os objetos e locais apresentados. Os inspetores da PJ lembraram-se melhor não só dos objetos de crime como também dos locais associados a esses objetos comparativamente aos outros profissionais. Além disso, verificou-se que a aptidão de memória para os locais de crime aumentou com o número de anos de experiência profissional dos inspetores da PJ. Os resultados evidenciam que o treino específico e experiência continuada dos inspetores da PJ promovem as suas aptidões de memória para eventos criminais.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ36981 (Browse shelf) | Available |
(*) CD 314. Resumo inserto na publicação.
Indivíduos que são peritos num dado domínio memorizam informação relacionada com esse domínio de forma mais rápida e eficaz do que indivíduos leigos, mostrando que a memória está fortemente dependente do nosso conhecimento e experiência prévia. Sendo os inspetores da Polícia Judiciária peritos em investigação criminal, questionou-se neste trabalho se as aptidões de memória destes profissionais para objetos e locais de crime são superiores às de indivíduos com ocupações não relacionadas com esta atividade profissional. Os participantes estudaram pares de objetos e locais, em que os objetos podiam estar associados a crime (e.g., pistola –rio) ou ser objetos do quotidiano (e.g., chapéu de sol – praia). Em algumas ocasiões foi dito que o objeto e o local diziam respeito a um crime violento, enquanto noutros casos foi referido que o objeto e o local diziam respeito a um encontro entre amigos. Posteriormente, testou-se a memória dos participantes para os objetos e locais apresentados. Os inspetores da PJ lembraram-se melhor não só dos objetos de crime como também dos locais associados a esses objetos comparativamente aos outros profissionais. Além disso, verificou-se que a aptidão de memória para os locais de crime aumentou com o número de anos de experiência profissional dos inspetores da PJ. Os resultados evidenciam que o treino específico e experiência continuada dos inspetores da PJ promovem as suas aptidões de memória para eventos criminais.
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