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Democracy against the welfare state? [Recurso eletrónico] : structural political foundations of neoconservative political opportunities / Claus Offe

Autor: OFFE, ClausIn: Political Theory.ISSN 0090-5917. Beverly Hills. Vol. 15, n.º 4 (nov 1987) , p. 501-537Idioma: Inglês.Assunto: POLÍTICA | TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO | ESTADO | DEMOCRACIA | SOCIEDADE | ESTADOS UNIDOS Resumo: Dentro de qualquer Estado Moderno, os cidadãos estão estruturalmente relacionados com a autoridade do Estado de três maneiras básicas. Os cidadãos que são, coletivamente, os soberanos criadores da autoridade do Estado, são potencialmente ameaçados pela força e coerção organizadas pelo Estado e dependem dos serviços e das disposições organizadas pelo Estado. A noção de cidadania dentro dos Estados de bem-estar social liberais-democráticos envolve todos os três aspetos: os cidadãos são (1) a fonte última da vontade política coletiva, na formação da qual eles são chamados a participar numa variedade de maneiras institucionais; são também (2) os "sujeitos" contra os quais essa vontade pode ser aplicada e cujos direitos e liberdades civis impõem, ao constituir uma esfera autónoma de ação social, cultural e económica "privada", limites à autoridade do Estado; e finalmente eles são (3) clientes que dependem de serviços, programas e bens coletivos fornecidos pelo estado, para assegurar os seus meios materiais, sociais e culturais de sobrevivência e bem-estar na sociedade. É evidente que estes três componentes do conceito de cidadania têm as suas raízes ideológicas, respectivamente, nas teorias políticas do liberalismo, da democracia e do bem-estar social [Estado-providência ou Estado social].
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD 296 (Browse shelf) Available

Ficheiro de 3,46 MB em formato PDF. Tradução parcial de excerto do artigo.

Dentro de qualquer Estado Moderno, os cidadãos estão estruturalmente relacionados com a autoridade do Estado de três maneiras básicas. Os cidadãos que são, coletivamente, os soberanos criadores da autoridade do Estado, são potencialmente ameaçados pela força e coerção organizadas pelo Estado e dependem dos serviços e das disposições organizadas pelo Estado. A noção de cidadania dentro dos Estados de bem-estar social liberais-democráticos envolve todos os três aspetos: os cidadãos são (1) a fonte última da vontade política coletiva, na formação da qual eles são chamados a participar numa variedade de maneiras institucionais; são também (2) os "sujeitos" contra os quais essa vontade pode ser aplicada e cujos direitos e liberdades civis impõem, ao constituir uma esfera autónoma de ação social, cultural e económica "privada", limites à autoridade do Estado; e finalmente eles são (3) clientes que dependem de serviços, programas e bens coletivos fornecidos pelo estado, para assegurar os seus meios materiais, sociais e culturais de sobrevivência e bem-estar na sociedade. É evidente que estes três componentes do conceito de cidadania têm as suas raízes ideológicas, respectivamente, nas teorias políticas do liberalismo, da democracia e do bem-estar social [Estado-providência ou Estado social].

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