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Contributo para o entendimento da experiência vivencial do terrorista / Hernâni Carvalho

Autor: CARVALHO, HernâniIn: Investigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3F.ISSN 1647-9300. Lisboa. Nº 2 (abril 2018) , p. 166-188Idioma: Português.Assunto: ESTUDO DE CASOS | TERRORISMO | PERFIL PSICOLÓGICO Resumo: O objetivo do presente estudo foi o de analisar a experiência vivencial do terrorista e, complementarmente, descrever as interseccionalidades socio-históricas que consubstanciama sua especificidade. Três sujeitos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 50 e os 72 anos, que estiveram envolvidos em atividades terroristas no passado foram selecionados a partir de um método de amostragem cruzado (snowball sampling versus recurso a intermediários), foram entrevistados, por recurso a um libelo estruturado com questões abertas. As entrevistas foram descodificadas com recurso à proposta metodológica da Apreensão dos Sentidos (Significado e Sentido) (Aguiar e Ozella, 2006, 2013). Os resultados sugerem o seguinte perfil vivencial: jovens adultos, com um determinado background sociocultural, enquadrado numa determinada realidade e tempo sociohistóricos, que servem de justificação para a necessidade de acção (por mecanismos desenvolvimentistas críticos como, por exemplo, a ideología e o antistablishment em face de crise psicossocial identitária) com oportunidades socioeducativas diferenciadas relativamente ao seu meio de origem, que não referem existência de períodos de psicopatologia e que hoje se encontram inseridos no que é expectável para o ciclo de vida em que se encontram (adultícia madura ou 3ª idade).
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJ36473 (Browse shelf) Available

(*) CD 292. Resumo inserto na publicação.

O objetivo do presente estudo foi o de analisar a experiência vivencial do terrorista e, complementarmente, descrever as interseccionalidades socio-históricas que consubstanciama sua especificidade. Três sujeitos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 50 e os 72 anos, que estiveram envolvidos em atividades terroristas no passado foram selecionados a partir de um método de amostragem cruzado (snowball sampling versus recurso a intermediários), foram entrevistados, por recurso a um libelo estruturado com questões abertas. As entrevistas foram descodificadas com recurso à proposta metodológica da Apreensão dos Sentidos (Significado e Sentido) (Aguiar e Ozella, 2006, 2013). Os resultados sugerem o seguinte perfil vivencial: jovens adultos, com um determinado background sociocultural, enquadrado numa determinada realidade e tempo sociohistóricos, que servem de justificação para a necessidade de acção (por mecanismos desenvolvimentistas críticos como, por exemplo, a ideología e o antistablishment em face de crise psicossocial identitária) com oportunidades socioeducativas diferenciadas relativamente ao seu meio de origem, que não referem existência de períodos de psicopatologia e que hoje se encontram inseridos no que é expectável para o ciclo de vida em que se encontram (adultícia madura ou 3ª idade).

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