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O jihadismo como "anti-movimento" social / Felipe Pathé Duarte

Autor: DUARTE, Felipe Pathé In: Investigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3F.ISSN 1647-9300. Lisboa. Nº 2 (abril 2018) , p. 46-60Idioma: Português.Assunto: ISLAMISMO | JIHAD ISLÂMICA | TERRORISMO | ANÁLISE SOCIAL Resumo: Interpretamos o islamismo como sendo uma razão política plausível e o jihadismo como a sua degenerescência violenta - logo, como razão política improvável. Para dar corpo a este esquisso, recorremos à teoria dos movimentos sociais. E considerámos três níveis de análise, cujo vector diferencial é o uso da violência - o movimento social, o “anti-movimento” social e o movimento terrorista. Assim, neste quadro genérico, partindo do elemento discursivo, consideramos o islamismo como movimento social e o jihadismo como o seu “anti-movimento”, mas ainda não como um puro movimento terrorista. Com estas coordenadas podemos atestar que ainda há uma certa afinidade electiva entre o islamismo e o jihadismo. Contudo diferem substancialmente, sendo que a principal clivagem está na defesa incondicional do uso da violência armada e na inversão e fusão dos três princípios da teoria dos movimentos sociais de Alain Touraine - o da identidade, o da oposição e o de totalidade. Em ambos os casos, mas sobretudo no jihadismo, a ideologia, balizada por preceitos religiosos, reifica-se na prática - faz-se, portanto, na acção. O objectivo deste artigo passa então por fornecer um conjunto de instrumentos conceptuais para ler o jihadismo além de algumas das suas opções tácticas. A ideia é ler o jihadismo como fundamento de uma subversão armada, para lá da habitual perspectiva que o define e o confunde com a sua dimensão operacional, o terrorismo.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJ36473 (Browse shelf) Available

(*) CD 292. Resumo inserto na publicação.

Interpretamos o islamismo como sendo uma razão política plausível e o jihadismo como a sua degenerescência violenta - logo, como razão política improvável. Para dar corpo a este esquisso, recorremos à teoria dos movimentos sociais. E considerámos três níveis de análise, cujo vector diferencial é o uso da violência - o movimento social, o “anti-movimento” social e o movimento terrorista. Assim, neste quadro genérico, partindo do elemento discursivo, consideramos o islamismo como movimento social e o jihadismo como o seu “anti-movimento”, mas ainda não como um puro movimento terrorista. Com estas coordenadas podemos atestar que ainda há uma certa afinidade electiva entre o islamismo e o jihadismo. Contudo diferem substancialmente, sendo que a principal clivagem está na defesa incondicional do uso da violência armada e na inversão e fusão dos três princípios da teoria dos movimentos sociais de Alain Touraine - o da identidade, o da oposição e o de totalidade. Em ambos os casos, mas sobretudo no jihadismo, a ideologia, balizada por preceitos religiosos, reifica-se na prática - faz-se, portanto, na acção. O objectivo deste artigo passa então por fornecer um conjunto de instrumentos conceptuais para ler o jihadismo além de algumas das suas opções tácticas. A ideia é ler o jihadismo como fundamento de uma subversão armada, para lá da habitual perspectiva que o define e o confunde com a sua dimensão operacional, o terrorismo.

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