Formação policial, profissionalismo, imagem e identidade [Recurso eletrónico] / Fernanda do Rosário Carneiro da Silva
In: Revista Científica da ACIPOL. Maputo. Edição zero (Fevereiro de 2018) , p. 67-81Idioma: Português.Assunto: FUNÇÃO POLICIAL | PESSOAL DE POLÍCIA | FORMAÇÃO DE PESSOAL DE POLÍCIA | POLÍCIA E SUA IMAGEM Resumo: Em sociedades democráticas, as instituições policiais visam, de um modo geral, dar resposta às necessidades sociais de segurança e garantir a ordem colectiva. Hoje em dia, dada a natureza e universalidade do risco, e da sua associação com o sentimento de insegurança das populações, os Estados democráticos, para lhe fazerem face, carecem de instrumentos, recursos humanos e tecnologia cada vez mais aperfeiçoados na protecção dos cidadãos, dos seus bens e das instituições. Segundo Van Maanen (1975), são requisitos para o bom desempenho da função policial a selecção criteriosa dos indivíduos, atendendo, em especial, às suas dimensões da personalidade (por ex. impulsividade, agressividade, compulsividade); às atitudes para com grupos específicos na sociedade (por ex. jovens, minorias); às aptidões cognitivas e motoras; à idoneidade e, por último, à destreza física. Por sua vez, a dimensão axiológica da actuação policial é sustentada pelo elo emocional à profissão e constrói-se através de estratégias de socialização organizacional, em especial na fase de integração e acolhimento, e da sujeição a um exigente processo de aprendizagem do trabalho em contexto policial (Obi, 2008; Carneiro da Silva, 2017a). Neste sentido, este artigo tem o propósito de, numa reflexão abrangente, perceber o papel da formação policial promotor da eficácia policial, capaz de articular as valências necessárias à construção de uma matriz de valores e identidade próprias deste profissional, condizentes com a complexidade que hodiernamente caracteriza a actividade das polícias modernas, num contexto global.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD 292 (Browse shelf) | Available |
(*). Resumo inserto na publicação.
Em sociedades democráticas, as instituições policiais visam, de um modo geral, dar resposta às necessidades sociais de segurança e garantir a ordem colectiva. Hoje em dia, dada a natureza e universalidade do risco, e da sua associação com o sentimento de insegurança das populações, os Estados democráticos, para lhe fazerem face, carecem de instrumentos, recursos humanos e tecnologia cada vez mais aperfeiçoados na protecção dos cidadãos, dos seus bens e das instituições. Segundo Van Maanen (1975), são requisitos para o bom desempenho da função policial a selecção criteriosa dos indivíduos, atendendo, em especial, às suas dimensões da personalidade (por ex. impulsividade, agressividade, compulsividade); às atitudes para com grupos específicos na sociedade (por ex. jovens, minorias); às aptidões cognitivas e motoras; à idoneidade e, por último, à destreza física. Por sua vez, a dimensão axiológica da actuação policial é sustentada pelo elo emocional à profissão e constrói-se através de estratégias de socialização organizacional, em especial na fase de integração e acolhimento, e da sujeição a um exigente processo de aprendizagem do trabalho em contexto policial (Obi, 2008; Carneiro da Silva, 2017a). Neste sentido, este artigo tem o propósito de, numa reflexão abrangente, perceber o papel da formação policial promotor da eficácia policial, capaz de articular as valências necessárias à construção de uma matriz de valores e identidade próprias deste profissional, condizentes com a complexidade que hodiernamente caracteriza a actividade das polícias modernas, num contexto global.
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