O intervalo post-mortem nas ciências forenses / Inês Buekenhout
In: Investigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3F.ISSN 2184-1209. Lisboa. Nº 1 (outubro 2017) , p. 104-129Idioma: Português.Assunto: EXAME MÉDICO-LEGAL | PATOLOGIA FORENSE | CIÊNCIA FORENSE | METODOLOGIAS Resumo: A determinação do intervalo post-mortem, ou tempo decorrido desde a morte, é essencial na investigação forense, auxiliando na compreensão de toda a dinâmica do crime. Quando a morte teve lugar há relativamente pouco tempo, existe um número de métodos aplicados pelo patólogo forense que permite a sua estimativa. Contudo, à medida que o tempo passa, os parâmetros médicos que auxiliam a cronotanatagnose começam a degradar-se, tornando-se uma tarefa cada vez mais difícil e menos precisa. Como tal, diversas outras disciplinas têm-se vindo a debruçar igualmente sobre esta questão. Pretendemos explorar os métodos existentes para a determinação do referido intervalo. Grande parte carece de objetividade, sendo que muitos outros são dependentes das condições ambientais, do local onde o cadáver foi encontradoe/ou do estado de decomposição do último. Apresentaremos igualmente um estudo desenvolvido na Universidade de Coimbra que procura estudar a fiabilidade da degradação óssea para a estimativa do intervalo post-mortem. A maioria das pesquisas desenvolvidas têm por base um corpo ainda com tecidos moles, sendo evidente a falta de métodos que existem quando tudo o que persiste são os elementos ósseos. Conclui-se que esta é uma área de estudo em necessidade de mais investigação, uma vez que existem ainda diversas dificuldades no estabelecimento de métodos que sejam viáveis para o estudo do intervalo post-mortem em contexto legal. A determinação errónea do período pode levar a impedimentos da justiça, pelo que espírito crítico, cautela e análises múltiplas são aconselhadas.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ36280 (Browse shelf) | Available |
(*) CD 283. Resumo inserto na publicação.
A determinação do intervalo post-mortem, ou tempo decorrido desde a morte, é essencial na investigação forense, auxiliando na compreensão de toda a dinâmica do crime. Quando a morte teve lugar há relativamente pouco tempo, existe um número de métodos aplicados pelo patólogo forense que permite a sua estimativa. Contudo, à medida que o tempo passa, os parâmetros médicos que auxiliam a cronotanatagnose começam a degradar-se, tornando-se uma tarefa cada vez mais difícil e menos precisa. Como tal, diversas outras disciplinas têm-se vindo a debruçar igualmente sobre esta questão. Pretendemos explorar os métodos existentes para a determinação do referido intervalo. Grande parte carece de objetividade, sendo que muitos outros são dependentes das condições ambientais, do local onde o cadáver foi encontradoe/ou do estado de decomposição do último. Apresentaremos igualmente um estudo desenvolvido na Universidade de Coimbra que procura estudar a fiabilidade da degradação óssea para a estimativa do intervalo post-mortem. A maioria das pesquisas desenvolvidas têm por base um corpo ainda com tecidos moles, sendo evidente a falta de métodos que existem quando tudo o que persiste são os elementos ósseos. Conclui-se que esta é uma área de estudo em necessidade de mais investigação, uma vez que existem ainda diversas dificuldades no estabelecimento de métodos que sejam viáveis para o estudo do intervalo post-mortem em contexto legal. A determinação errónea do período pode levar a impedimentos da justiça, pelo que espírito crítico, cautela e análises múltiplas são aconselhadas.
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