Visibilities, invisibilities and twilight zones at the crime scene in Portugal [Recurso eletrónico] / Susana Costa
In: New genetics and society.ISSN 1469-9915. Vol. 36 , nº 4 (2017) , p. 375-399Idioma: Inglês.Assunto: LOCAL DO CRIME | RECOLHA DA PROVA | PRODUÇÃO DE PROVA | ACTUAÇÃO POLICIAL | POLÍCIA JUDICIÁRIA | GUARDA NACIONAL REPUBLICANA | POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA Resumo: São analisados três processos judiciais portugueses e exploradas as narrativas construídas pela polícias (PJ, PSP, GNR) perante o local do crime. Olhando para as visibilidades, invisibilidades e zonas crepusculares, procura-se compreender a forma como as forças policiais em Portugal constroem as suas narrativas através do uso de vestígios biológicos e como essas narrativas fazem parte da produção de prova. Argumenta-se que, nas investigações criminais em Portugal, a produção de uma narrativa, que irá ser apresentada em tribunal, pode ser condicionada pela coexistência das subculturas epistémicas do trabalho policial, que possuem diferentes conhecimentos, práticas, entendimentos e formas de "ver" a prova forense. O grau de entusiasmo tecnológico que orienta o desempenho de diferentes forças policiais no local do crime reflete-se na forma como eles "veem" a cena e os entendimentos socioculturais que são produzidos. Este entusiasmo tecnológico e a chamada "visão profissional seletiva" perante o local do crime podem afetar a robustez e a eficiência da prova apresentada no tribunal.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD 283 (Browse shelf) | Available |
Ficheiro de 1,07 MB em formato PDF (26 p.).
São analisados três processos judiciais portugueses e exploradas as narrativas construídas pela polícias (PJ, PSP, GNR) perante o local do crime. Olhando para as visibilidades, invisibilidades e zonas crepusculares, procura-se compreender a forma como as forças policiais em Portugal constroem as suas narrativas através do uso de vestígios biológicos e como essas narrativas fazem parte da produção de prova. Argumenta-se que, nas investigações criminais em Portugal, a produção de uma narrativa, que irá ser apresentada em tribunal, pode ser condicionada pela coexistência das subculturas epistémicas do trabalho policial, que possuem diferentes conhecimentos, práticas, entendimentos e formas de "ver" a prova forense. O grau de entusiasmo tecnológico que orienta o desempenho de diferentes forças policiais no local do crime reflete-se na forma como eles "veem" a cena e os entendimentos socioculturais que são produzidos. Este entusiasmo tecnológico e a chamada "visão profissional seletiva" perante o local do crime podem afetar a robustez e a eficiência da prova apresentada no tribunal.
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