Prélèvement des microtraces : un fort potenciel à considérer dès l’investigation de la scène de crime / Michaël Schnegg, Geneviève Massonnet
In: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique.ISSN 1424-4683. Genève. Vol. 70, n.º 1 (Janvier-Mars 2017) , p. 95-120Idioma: Francês.Assunto: VESTÍGIOS | LOCAL DO CRIME | INVESTIGAÇÃO CRIMINAL | CRIMINALÍSTICA | ANÁLISE DE FIBRA | FIBRA TEXTIL Resumo: No ato da prática de um crime, muitos vestígios são produzidos e transferidos no local do crime e nas pessoas ligadas aos factos. Aquando da investigação no local do crime, o papel do perito forense é o de encontrar, recolher e preservar os vestígios para permitir a identificação do autor potencial e/ou ajudar à reconstrução dos factos. Os micro vestígios fazem parte dos vestígios a recolher dos locais. Entretanto, estes últimos ficam, por vezes, desconhecidos ou incompreendidos por certos intervenientes no local do crime que se esquecem de os recolher. Este artigo propõe uma revisão da literatura consagrada ao levantamento de micro vestígios nos locais – em particular de fibras têxteis. As diferentes técnicas de recolha, históricas e atuais, são deste modo apresentadas e discutidas. O acento é colocado na recolha das fibras têxteis com utilização de bandas adesivas, em especial o “1:1 taping”. Esta técnica de recolha, utilizada em rotina pelos serviços forenses belgas e certos serviços na Alemanha, no caso de morte suspeita, permite recolher eficazmente os micro vestígios presentes no suporte. E ainda, a distribuição dos vestígios está preservada. Trata-se de uma informação que pode revelar-se capital na resolução de casos criminais porque permite um raciocínio sobre a ação criminal na origem da transferência. Este tipo de questionamento é essencial quando um cenário alternativo é avançado pela defesa ou em casos que impliquem vários autores que se acusam mutuamente, por exemplo. O artigo destina-se aos especialistas do local do crime, aos serviços de identificação judiciária e, igualmente, aos procuradores e magistrados levados a mandatar peritos forenses. O seu objetivo é sensibilizar o leitor à otimização da pesquisa e recolha das fibras diretamente no local. Uma preservação ótima dos vestígios permitirá a qualquer altura tratar o indício fibra, se isso se revelar importante no quadro global das investigações. Com efeito, no momento da intervenção nos locais, é difícil antecipar o desenvolvimento do caso, nomeadamente quais os elementos do inquérito que se vão revelar e quais as questões que se vão colocar durante a investigação e depois no Tribunal. Todavia, se os únicos vestígios não são recolhidos e preservados de modo ótimo nos locais, estes últimos serão irremediavelmente perdidos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ36106 (Browse shelf) | Available |
(*). Tradução parcial do resumo inserto no artigo.
No ato da prática de um crime, muitos vestígios são produzidos e transferidos no local do crime e nas pessoas ligadas aos factos. Aquando da investigação no local do crime, o papel do perito forense é o de encontrar, recolher e preservar os vestígios para permitir a identificação do autor potencial e/ou ajudar à reconstrução dos factos. Os micro vestígios fazem parte dos vestígios a recolher dos locais. Entretanto, estes últimos ficam, por vezes, desconhecidos ou incompreendidos por certos intervenientes no local do crime que se esquecem de os recolher. Este artigo propõe uma revisão da literatura consagrada ao levantamento de micro vestígios nos locais – em particular de fibras têxteis. As diferentes técnicas de recolha, históricas e atuais, são deste modo apresentadas e discutidas. O acento é colocado na recolha das fibras têxteis com utilização de bandas adesivas, em especial o “1:1 taping”. Esta técnica de recolha, utilizada em rotina pelos serviços forenses belgas e certos serviços na Alemanha, no caso de morte suspeita, permite recolher eficazmente os micro vestígios presentes no suporte. E ainda, a distribuição dos vestígios está preservada. Trata-se de uma informação que pode revelar-se capital na resolução de casos criminais porque permite um raciocínio sobre a ação criminal na origem da transferência. Este tipo de questionamento é essencial quando um cenário alternativo é avançado pela defesa ou em casos que impliquem vários autores que se acusam mutuamente, por exemplo. O artigo destina-se aos especialistas do local do crime, aos serviços de identificação judiciária e, igualmente, aos procuradores e magistrados levados a mandatar peritos forenses. O seu objetivo é sensibilizar o leitor à otimização da pesquisa e recolha das fibras diretamente no local. Uma preservação ótima dos vestígios permitirá a qualquer altura tratar o indício fibra, se isso se revelar importante no quadro global das investigações. Com efeito, no momento da intervenção nos locais, é difícil antecipar o desenvolvimento do caso, nomeadamente quais os elementos do inquérito que se vão revelar e quais as questões que se vão colocar durante a investigação e depois no Tribunal. Todavia, se os únicos vestígios não são recolhidos e preservados de modo ótimo nos locais, estes últimos serão irremediavelmente perdidos.
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