Autopsie d’une erreur judiciaire : analyse des déterminants de l’erreur judiciaire dans une affaire de meurtre sexuel / Claire Chabot
In: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique.ISSN 1424-4683. Genève. Vol. 69, nº 2 (Avril-Juin 2016) , p. 201-226Idioma: Francês.Assunto: CONFISSÃO | CRIME SEXUAL | HOMICÍDIO | TÉCNICAS DE ENTREVISTA Resumo: Este artigo tem por objetivo compreender os principais mecanismos produtores de falsas confissões no quadro do erro judiciário. A pesquisa apoia-se num erro judiciário francês revelado em 2008 no decorrer do qual um suspeito inocente, Marc Machin, foi acusado e encarcerado por um homicídio que não havia cometido. A sua culpabilidade termina quando David Sagno, o verdadeiro autor do homicídio confessa a autoria. A presente pesquisa, conduzida segundo os princípios da teorização enraizada, baseia-se na observação do processo de Sagno em 2012, no Tribunal de Segunda Instância e, particularmente, declarações de Marc Machin e de diferentes atores que contribuíram para a produção do erro judiciário. Os resultados mostram que uma falsa confissão é produto do apriorismo e das técnicas de sugestão psicológica utilizadas pelo inquiridor face ao suspeito. A recetividade do suspeito face à sugestão leva ao implante de uma falsa recordação na memória. Estas falsas recordações levam, depois, a uma falsa confissão, especialmente desejada pelos inquiridores, dado que a pressão hierárquica e mediática para encontrar um culpado é grande. Finalmente, a ausência de vestígios de ADN no local do crime vem consagrar a prova irrefutável sobre a culpabilidade de um inocente.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ35806 (Browse shelf) | Available |
(*) CD 291. Tradução parcial do resumo inserto no artigo.
Este artigo tem por objetivo compreender os principais mecanismos produtores de falsas confissões no quadro do erro judiciário. A pesquisa apoia-se num erro judiciário francês revelado em 2008 no decorrer do qual um suspeito inocente, Marc Machin, foi acusado e encarcerado por um homicídio que não havia cometido. A sua culpabilidade termina quando David Sagno, o verdadeiro autor do homicídio confessa a autoria. A presente pesquisa, conduzida segundo os princípios da teorização enraizada, baseia-se na observação do processo de Sagno em 2012, no Tribunal de Segunda Instância e, particularmente, declarações de Marc Machin e de diferentes atores que contribuíram para a produção do erro judiciário. Os resultados mostram que uma falsa confissão é produto do apriorismo e das técnicas de sugestão psicológica utilizadas pelo inquiridor face ao suspeito. A recetividade do suspeito face à sugestão leva ao implante de uma falsa recordação na memória. Estas falsas recordações levam, depois, a uma falsa confissão, especialmente desejada pelos inquiridores, dado que a pressão hierárquica e mediática para encontrar um culpado é grande. Finalmente, a ausência de vestígios de ADN no local do crime vem consagrar a prova irrefutável sobre a culpabilidade de um inocente.
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