Cyberstalking entre adolescentes [Recurso eletrónico] : uma nova forma de assédio e perseguição? / F. Pereira, M. Matos
In: Psicologia, saúde & doenças.ISSN 2182-8407. Vol. 16, nº 1 (2015) , p. 57-69Idioma: Português.Assunto: COMPORTAMENTO DESVIANTE | ASSÉDIO SEXUAL | INTERNET | CRIME VIA INTERNET | VITIMAÇÃO | JOVEM Resumo: Com a crescente difusão das tecnologias de informação e comunicação, fenómenos como o cyberstalking começam a ter maior expressão e visibilidade social, podendo ter como alvos adultos, crianças e/ou adolescentes. A par do consenso na literatura sobre os pressupostos centrais do cyberstalking (e.g., persistência, intenção, deliberação, indesejabilidade), persiste uma enorme controvérsia em torno da sua definição. O presente artigo procura contribuir para a clarificação dessas inconsistências e para a demarcação do conceito, mormente do fenómeno de cyberbullying. Um conjunto de elementos que tipificam o cyberstalking estão refletidos neste trabalho. Estes devem ser considerados na sua triagem, análise e no plano de atuação junto dos “atores”, assim como em programas de prevenção dirigidos a adolescentes que visam a educação para uma saúde em termos globais, tal como a define a Organização Mundial de Saúde (OMS). Reflete-se ainda criticamente acerca dos elementos comuns e divergentes entre o cyberstalking e outras formas de vitimação online (e.g., sexting, cyberbullying). Conclui-se que o cyberstalking está presente entre os adolescentes e não deve ser considerada uma dimensão “menor” de vitimação nesse grupo. Pelo contrário, é uma forma de perseguição inovadora face ao stalking no mundo real e distinta do cyberbullying.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|
| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD 263 (Browse shelf) | Available |
Ficheiro de 436 KB em formato PDF (13 p.).
Com a crescente difusão das tecnologias de informação e comunicação, fenómenos como o cyberstalking começam a ter maior expressão e visibilidade social, podendo ter como alvos adultos, crianças e/ou adolescentes. A par do consenso na literatura sobre os pressupostos centrais do cyberstalking (e.g., persistência, intenção, deliberação, indesejabilidade), persiste uma enorme controvérsia em torno da sua definição. O presente artigo procura contribuir para a clarificação dessas inconsistências e para a demarcação do conceito, mormente do fenómeno de cyberbullying. Um conjunto de elementos que tipificam o cyberstalking estão refletidos neste trabalho. Estes devem ser considerados na sua triagem, análise e no plano de atuação junto dos “atores”, assim como em programas de prevenção dirigidos a adolescentes que visam a educação para uma saúde em termos globais, tal como a define a Organização Mundial de Saúde (OMS). Reflete-se ainda criticamente acerca dos elementos comuns e divergentes entre o cyberstalking e outras formas de vitimação online (e.g., sexting, cyberbullying). Conclui-se que o cyberstalking está presente entre os adolescentes e não deve ser considerada uma dimensão “menor” de vitimação nesse grupo. Pelo contrário, é uma forma de perseguição inovadora face ao stalking no mundo real e distinta do cyberbullying.
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