Terrorismo transnacional e a ameaça ao Flanco Sul da NATO : o caso do Daesh / Bruno Cardoso Reis
In: Nação e Defesa.ISSN 0870-757X. Lisboa. Nº 143 (2016) , p. 43-58Idioma: Português.Assunto: TERRORISMO INTERNACIONAL | JIHAD ISLÂMICA | NATO | SEGURANÇA INTERNACIONAL Resumo: Neste artigo apresenta-se o conceito de terrorismo transnacional, procurando precisar a natureza da ameaça híbrida – terrorista, mas não só – representada pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’ ou Daesh. Aborda-se o papel da NATO no combate a este tipo de fenómeno, nomeadamente na vizinha Líbia. Defende-se que o terrorismo transnacional pode ter um impacto altamente desestabilizador ao nível da segurança regional e mesmo global que não deve ser exagerado, mas também não pode ser ignorado – sobretudo quando associado a uma organização numerosa e bem estruturada, com objetivos revisionistas claros, e na disposição de usar todo o tipo de meios violentos para os alcançar, como é o caso do Daesh. A chave para derrotar este tipo de ameaça não convencional é uma resposta informada e tanto quanto possível calibrada, coordenada e holística. O Daesh é uma ameaça vital ao flanco sul da NATO bem como a uma ampla zona da sua vizinhança. E mesmo que por si só a Aliança Atlântica não lhe possa dar resposta, não o pode ignorar, em nome de uma viragem a Leste e a Norte, ameaças não menos prementes a Sul.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ35803 (Browse shelf) | Available |
(*) CD 269. Resumo inserto na publicação.
Neste artigo apresenta-se o conceito de terrorismo transnacional, procurando precisar a natureza da ameaça híbrida – terrorista, mas não só – representada pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’ ou Daesh. Aborda-se o papel da NATO no combate a este tipo de fenómeno, nomeadamente na vizinha Líbia. Defende-se que o terrorismo transnacional pode ter um impacto altamente desestabilizador ao nível da segurança regional e mesmo global que não deve ser exagerado, mas também não pode ser ignorado – sobretudo quando associado a uma organização numerosa e bem estruturada, com objetivos revisionistas claros, e na disposição de usar todo o tipo de meios violentos para os alcançar, como é o caso do Daesh. A chave para derrotar este tipo de ameaça não convencional é uma resposta informada e tanto quanto possível calibrada, coordenada e holística. O Daesh é uma ameaça vital ao flanco sul da NATO bem como a uma ampla zona da sua vizinhança. E mesmo que por si só a Aliança Atlântica não lhe possa dar resposta, não o pode ignorar, em nome de uma viragem a Leste e a Norte, ameaças não menos prementes a Sul.
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