Abuso contra crianças : a perceção do médico na intervenção pediátrica / J. Nuno Trovão, S. Frazão, T. Magalhães
In: Revista Portuguesa do Dano Corporal.ISSN 1645-0760. Coimbra. Ano 21, n.º 23 (Dezembro 2012) , p. 161-173Idioma: Português.Assunto: CRIME SEXUAL | PROFISSIONAL DE SAÚDE | DENÚNCIA | ESTATÍSTICA | CRIANÇA Resumo: O abuso constitui, além de uma questão legal e social, um problema grave e frequente de saúde. No caso das crianças vítimas, o papel dos serviços de saúde, designadamente ao nível da Pediatria, revela-se fundamental na sua deteção, sinalização e/ou denúncia, para além do papel ao nível do seu tratamento e acompanhamento. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar as perceções dos médicos que trabalham na área da Pediatria relativamente à sua capacidade para intervirem nesta matéria. Para tal, efetuou-se um inquérito a 89 pediatras ou internos de pediatria. Constatou-se que muitos médicos (76.4 %) sentem ter quase sempre capacidade para detetar o abuso físico, mas 49.4 % e 46.1%, considerou-se, respetivamente, pouco capaz de detetar abuso sexual ou o abuso psicológico. Os conceitos de sinalização e denúncia são confundidos por 30.3 % dos médicos e 6.7 % ainda desconhece a obrigação de denunciar estes casos. Só 52.8 % acha satisfatória a instrução académica e profissionalizante que teve nesta área. Ainda se verificam, pois, muitas lacunas na preparação dos médicos da área da Pediatria para a abordagem destes casos, havendo necessidade de mais formação, melhor divulgação das medidas já implementadas e de criação de novos protocolos, mais adaptados e específicos à realidade de cada comunidade.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ34094 (Browse shelf) | Available |
Resumo inserto no artigo.
O abuso constitui, além de uma questão legal e social, um problema grave e frequente de saúde. No caso das crianças vítimas, o papel dos serviços de saúde, designadamente ao nível da Pediatria, revela-se fundamental na sua deteção, sinalização e/ou denúncia, para além do papel ao nível do seu tratamento e acompanhamento. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar as perceções dos médicos que trabalham na área da Pediatria relativamente à sua capacidade para intervirem nesta matéria. Para tal, efetuou-se um inquérito a 89 pediatras ou internos de pediatria. Constatou-se que muitos médicos (76.4 %) sentem ter quase sempre capacidade para detetar o abuso físico, mas 49.4 % e 46.1%, considerou-se, respetivamente, pouco capaz de detetar abuso sexual ou o abuso psicológico. Os conceitos de sinalização e denúncia são confundidos por 30.3 % dos médicos e 6.7 % ainda desconhece a obrigação de denunciar estes casos. Só 52.8 % acha satisfatória a instrução académica e profissionalizante que teve nesta área. Ainda se verificam, pois, muitas lacunas na preparação dos médicos da área da Pediatria para a abordagem destes casos, havendo necessidade de mais formação, melhor divulgação das medidas já implementadas e de criação de novos protocolos, mais adaptados e específicos à realidade de cada comunidade.
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