Repensar a organização das instituições policiais [Recurso eletrónico] : estrutura organizacional / Paulo Rodrigues
In: Caderno d'ideias. [Lisboa]. N. 11 (Junho 2011) , p. 32-34Idioma: Português.Assunto: ORGANIZAÇÃO POLICIAL | FORÇA DE SEGURANÇA | POLÍCIA Resumo: “A estrutura organizacional das Forças de segurança foi adoptada, como é do conhecimento geral, através dos modelos tradicionais das instituições militares que vigoraram durante o século passado. É compreensível o facto de este modelo organizacional ter sido transportado também para as Forças de Segurança. Para além da sua semelhança em matéria de objectivos, também o contexto político e social da época exigia uma estrutura hierárquica rígida e de forma piramidal. Este modelo não vigorou apenas em estruturas militares ou militarizadas, tendo sido também utilizado pela maioria das empresas durante vários anos, garantindo assim uma estratificação bem vincada entre os vários níveis da hierarquia. Ao longo do tempo, com os novos desafios colocados à sociedade, aliados aos avanços sociais e democráticos que se foram desenvolvendo por toda a Europa, as empresas públicas e privadas perceberam a necessidade de rever este modelo, modernizando conceitos, agilizando processos administrativos e de decisão, com resultados positivos que originaram o aumento da produção, da qualidade, a motivação dos funcionários e, por conseguinte, numa redução das despesas.Por sua vez, por uma questão de tradição e cultura, as Forças de Segurança mantiveram o modelo militar tradicional, continuando a resistir a uma mudança que, nos dias de hoje, faz todo o sentido, não só pela importância da redução do peso da despesa, mas acima de tudo pela optimização e racionalização dos recursos humanos, aumentando só por si a motivação dos funcionários, com todas as vantagens daí inerentes no que respeita à qualidade do serviço que é prestado aos cidadãos. Num momento em que se avança para a discussão da reorganização das forças e serviços de segurança, com o objectivo de melhorar a sua coordenação operacional, a recolha e partilha da informação e a sua optimização, parece-me imprescindível, em primeira instância, analisar as estruturas organizacionais e modelos de gestão dos recursos humanos destas Forças, estabelecendo analogias entre elas com o objectivo de hegemonizar a sua dinâmica e a uniformização dos procedimentos. (…)”| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD216 (Browse shelf) | Available |
“A estrutura organizacional das Forças de segurança foi adoptada, como é do conhecimento geral, através dos modelos tradicionais das instituições militares que vigoraram durante o século passado. É compreensível o facto de este modelo organizacional ter sido transportado também para as Forças de Segurança. Para além da sua semelhança em matéria de objectivos, também o contexto político e social da época exigia uma estrutura hierárquica rígida e de forma piramidal. Este modelo não vigorou apenas em estruturas militares ou militarizadas, tendo sido também utilizado pela maioria das empresas durante vários anos, garantindo assim uma estratificação bem vincada entre os vários níveis da hierarquia. Ao longo do tempo, com os novos desafios colocados à sociedade, aliados aos avanços sociais e democráticos que se foram desenvolvendo por toda a Europa, as empresas públicas e privadas perceberam a necessidade de rever este modelo, modernizando conceitos, agilizando processos administrativos e de decisão, com resultados positivos que originaram o aumento da produção, da qualidade, a motivação dos funcionários e, por conseguinte, numa redução das despesas.Por sua vez, por uma questão de tradição e cultura, as Forças de Segurança mantiveram o modelo militar tradicional, continuando a resistir a uma mudança que, nos dias de hoje, faz todo o sentido, não só pela importância da redução do peso da despesa, mas acima de tudo pela optimização e racionalização dos recursos humanos, aumentando só por si a motivação dos funcionários, com todas as vantagens daí inerentes no que respeita à qualidade do serviço que é prestado aos cidadãos. Num momento em que se avança para a discussão da reorganização das forças e serviços de segurança, com o objectivo de melhorar a sua coordenação operacional, a recolha e partilha da informação e a sua optimização, parece-me imprescindível, em primeira instância, analisar as estruturas organizacionais e modelos de gestão dos recursos humanos destas Forças, estabelecendo analogias entre elas com o objectivo de hegemonizar a sua dinâmica e a uniformização dos procedimentos. (…)”
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