Cinderela [Recurso eletrónico] : do conto de fadas à realidade : perspectiva sobre os maus tratos infantis / Dora Simões, Paulo Gama Mota, Eugénia Loureiro
In: Antropologia Portuguesa.ISSN 0870-0990. Coimbra. Vol. 22/23 (2005/2006) , p. 119-132Idioma: Português.Assunto: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS | MAUS TRATOS CONTRA CRIANÇAS | FAMÍLIA | ESTUDO DE CASOS Resumo: A violência infantil é um fenómeno dramático que afecta, de formas diversas, todas as sociedades, tradicionais ou desenvolvidas. O fenómeno tem vertentes psicológicas, sociológicas e económicas conhecidas, embora permaneca difícil de caracterizar. Uma abordagem evolutiva oferece um novo quadro conceptual que permite explicar algumas características dos maus-tratos infantis. Este estudo aplica a hipótese de que a presença de um pai adoptivo constitui um importante factor de risco de ocorrência de violência infantil intrafamiliar (Daly e Wilson, 1988a e b), porque o parentesco entre pai/mãe adoptivo e criança é nulo,não havendo, evolutivamente mecanismos inibitórios da agressividade entre indivíduos não aparentados, como os que existem entre parentes. A amostra incluiu 100 crianças maltratadas, diagnosticadas no Instituto de Medicina Legal de Coimbra, em 2002 e 2003, com idades compreendidas entre os 0 e os 16 anos. Os resultados sugerem haver maior propensão para a violência nas famílias reconstituidas, destacando-se a figura masculina como principal agressor. A violência atingiu crianças de todas as idades e sexos, sendo mais frequente o abuso sexual em raparigas comidades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD291 (Browse shelf) | Available |
Resumo inserto no próprio artigo.
A violência infantil é um fenómeno dramático que afecta, de formas diversas, todas as sociedades, tradicionais ou desenvolvidas. O fenómeno tem vertentes psicológicas, sociológicas e económicas conhecidas, embora permaneca difícil de caracterizar. Uma abordagem evolutiva oferece um novo quadro conceptual que permite explicar algumas características dos maus-tratos infantis. Este estudo aplica a hipótese de que a presença de um pai adoptivo constitui um importante factor de risco de ocorrência de violência infantil intrafamiliar (Daly e Wilson, 1988a e b), porque o parentesco entre pai/mãe adoptivo e criança é nulo,não havendo, evolutivamente mecanismos inibitórios da agressividade entre indivíduos não aparentados, como os que existem entre parentes. A amostra incluiu 100 crianças maltratadas, diagnosticadas no Instituto de Medicina Legal de Coimbra, em 2002 e 2003, com idades compreendidas entre os 0 e os 16 anos. Os resultados sugerem haver maior propensão para a violência nas famílias reconstituidas, destacando-se a figura masculina como principal agressor. A violência atingiu crianças de todas as idades e sexos, sendo mais frequente o abuso sexual em raparigas comidades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.
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