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Mediações e mediadores em ciência da informação / Armando Malheiro da Silva

Autor: SILVA, Armando Malheiro da In: Prisma.com.ISSN 1646-3153. Porto. Nº 9 (2009) , p. 1-37Idioma: Português.Assunto: MEDIAÇÃO | CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO | MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS Resumo: O conceito operatório de mediação foi-se tornando central nas pesquisas e nas reflexões sobre a comunicação, sobretudo a partir da expansão e da influência social dos media de massa (ou mass media), a imprensa diária de grande tiragem, a rádio e a televisão, tornando-se entrada obrigatória de dicionários relativos às Ciências da Comunicação. Na literatura especializada do campo, a par de conceitos incontornáveis, tais como comunicação de massa, indústria cultural e cultura popular, a mediação não só se generalizou, como tem merecido atenções particulares, como a que Jesus Martin Barbero (um espanhol, formado em Louvain, emigrado em Paris de onde se passou para a Colômbia, onde se afirmoucomo professor de comunicação) lhe concedeu em artigos, comunicações, entrevistas e livros, nomeadamente em De los medios a las mediaciones (Barcelona, 1987). A sua concepção integradora e “culturalista” ganhou, na América do Sul, uma amplareceptividade, sendo usada e citada facilmente em artigos e estudos que se reclamam de Biblioteconomia e da Ciência da Informação. O que, neste artigo, se defende é a recusa de uma “importação” imediata e redutora, que deve dar lugar a uma apropriação crítica do conceito, ajustando-o à especificidade do objecto (re)construído da Ciência da Informação, unitária e transdisciplinar que vem sendo trabalhada e ensinada na Universidade do Porto. O conceito é abordado no quadro da tensão paradigmática em curso (a sobrevivência do paradigma custodial e patrimonialista e a emergência do novo paradigma – pós-custodial,informacional e científico), replicando, em si, essa tensão: à mediação custodial que se formou e desenvolveu ao longo dos sécs. XIX-XX sucede e opõe-se a mediação pós-custodial com contornos imprecisos e incertos, sobre a qual urge multiplicar aspesquisas, as indagações e os exercícios hermenêuticos.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD 188 (Browse shelf) Available

Ficheiro de 167 Kb em formato pdf (37 p.). Resumo inserto no próprio artigo.

O conceito operatório de mediação foi-se tornando central nas pesquisas e nas reflexões sobre a comunicação, sobretudo a partir da expansão e da influência social dos media de massa (ou mass media), a imprensa diária de grande tiragem, a rádio e a televisão, tornando-se entrada obrigatória de dicionários relativos às Ciências da Comunicação. Na literatura especializada do campo, a par de conceitos incontornáveis, tais como comunicação de massa, indústria cultural e cultura popular, a mediação não só se generalizou, como tem merecido atenções particulares, como a que Jesus Martin Barbero (um espanhol, formado em Louvain, emigrado em Paris de onde se passou para a Colômbia, onde se afirmoucomo professor de comunicação) lhe concedeu em artigos, comunicações, entrevistas e livros, nomeadamente em De los medios a las mediaciones (Barcelona, 1987). A sua concepção integradora e “culturalista” ganhou, na América do Sul, uma amplareceptividade, sendo usada e citada facilmente em artigos e estudos que se reclamam de Biblioteconomia e da Ciência da Informação. O que, neste artigo, se defende é a recusa de uma “importação” imediata e redutora, que deve dar lugar a uma apropriação crítica do conceito, ajustando-o à especificidade do objecto (re)construído da Ciência da Informação, unitária e transdisciplinar que vem sendo trabalhada e ensinada na Universidade do Porto. O conceito é abordado no quadro da tensão paradigmática em curso (a sobrevivência do paradigma custodial e patrimonialista e a emergência do novo paradigma – pós-custodial,informacional e científico), replicando, em si, essa tensão: à mediação custodial que se formou e desenvolveu ao longo dos sécs. XIX-XX sucede e opõe-se a mediação pós-custodial com contornos imprecisos e incertos, sobre a qual urge multiplicar aspesquisas, as indagações e os exercícios hermenêuticos.

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