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Reconstruire

In: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique.ISSN 1424-4683. Genève. Vol. 62, n. 2 (Avril-Juin 2009) , p. 37-48Idioma: Francês.Assunto: LOCAL DO CRIME | ANÁLISE DE VESTÍGIOS | POLÍCIA CIENTÍFICA | FOTOGRAFIA POLICIAL | METODOLOGIAS Resumo: Os vestígios físicos são o resultado de uma troca de matérias quando uma actividade se desenrola num local. Um exemplo disto corresponde à forma como o malfeitor actua, na medida em que este muda o ambiente físico de imediato, abandona ou retira, segundo o postulado de Locard, as marcas da sua passagem e acção. Deste modo, o perito forense detecta e reconhece os vestígios pertinentes, ou seja, aqueles que explicam a singularidade do acontecimento que perturbou a harmonia local. Numa abordagem inicial de raciocínio indutivo o perito parte dos vestígios para imaginar o que terá acontecido, sendo que este esforço de reconstrução se inclui num processo hipotético-dedutivo que encadeará desenvolvimentos e cenários a serem testados. Este processo para além de fornecer os elementos de resposta às questões essenciais sintetizadas por Quintilien: quem, onde, quando, o quê, como (e com quê), porquê, compreende igualmente obstáculos cognitivos de natureza variada que uma atitude científica e formação adequada podem ajudar a combater.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD119 (Browse shelf) Available

(*). Dossiê especial dedicado à ciência forense. Artigo composto por intervenções dos seguintes autores: Céline Weyermann [La datation des traces forensiques]; Line Gueissaz [L'utilisation des traces de pneumatique en sciences forensiques]; Audrey Lefeuvre [Potentiel de la méthode du «1:1 taping» pour reconstruire l'activité criminelle au moyen de la répartition des fibres transférées]; Jérôme Curchod [Les images, la perception visuelle et la communication par l'image en sciences forensiques]; Quentin Milliet [Les défis d'une exploitation étendue de la photogrammétrie en criminalistique]; Romain Voisard [L'intégration des technologies de l'information dans une approche pédagogique de la photographie forensique]. Publicação integral disponível em: https://www.polymedia.ch/htdocs/Files/Criminologie/CR-archives/RICPTS_2009-02.pdf. Acedido a 05 de Agosto de 2011.

Os vestígios físicos são o resultado de uma troca de matérias quando uma actividade se desenrola num local. Um exemplo disto corresponde à forma como o malfeitor actua, na medida em que este muda o ambiente físico de imediato, abandona ou retira, segundo o postulado de Locard, as marcas da sua passagem e acção. Deste modo, o perito forense detecta e reconhece os vestígios pertinentes, ou seja, aqueles que explicam a singularidade do acontecimento que perturbou a harmonia local. Numa abordagem inicial de raciocínio indutivo o perito parte dos vestígios para imaginar o que terá acontecido, sendo que este esforço de reconstrução se inclui num processo hipotético-dedutivo que encadeará desenvolvimentos e cenários a serem testados. Este processo para além de fornecer os elementos de resposta às questões essenciais sintetizadas por Quintilien: quem, onde, quando, o quê, como (e com quê), porquê, compreende igualmente obstáculos cognitivos de natureza variada que uma atitude científica e formação adequada podem ajudar a combater.

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