O dilema polivalência-especialização / Armando Carlos Alves
In: Pela Lei e Pela Grei.ISSN 1645-9253. Lisboa. Ano 19, n.º 73 (Janeiro-Março 2007) , p. 44-56Idioma: Português.Assunto: GUARDA NACIONAL REPUBLICANA | ORGANIZAÇÃO POLICIAL | FORMAÇÃO DE PESSOAL DE POLÍCIA | HISTÓRIA DA POLÍCIA | FRANÇA Resumo: Tendo como pano de fundo os novos desafios que a modernidade impõe às forças policiais e particularmente à Guarda Nacional Republicana (GNR), relevando, portanto, o mediatizado sentimento de insegurança entre a população que esta força serve e considerando fundamental a noção do sociólogo Jean-Paul Brodeur de que a polícia é "a agência de controlo social cuja acção é a mais visível e a mais dramatizada", o presente artigo foca algumas questões críticas para a evolução da função polícia. Define-se alta polícia e baixa polícia. Apresenta-se uma visão histórica e filosófica do binómio baixa política-alta polícia. Aborda-se em concreto a organização da Gendarmeria de França no que se refere à polivalência e à especialização de que se constitui, com especial ênfase no duplo significado da sua instrumentalidade ao nível da execução do serviço - teórica e prática e quanto à tecnicidade, que significa a necessidade de transposição de um conjunto de técnicas para a maximização da eficácia da acção. Tece-se considerações sobre o dilema da especialização no caso da Companhias Republicanas de Segurança em França. Constata-se a tendência de mudança em Portugal, agudizada com a iminente reorganização das forças de segurança interna. Conclui-se alertando para o facto de a GNR dever conservar a condição militar com equilíbrio entre a polivalência e a especialização e ter em conta: a polivalência das células na base da actividade operacional; a segmentação dos núcleos "duros" da especialização; a cooperação entre unidades especiais e territoriais; os custos da estrutura de segurança.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ27985 (Browse shelf) | Available |
Também disponível através de: https://www.gnr.pt/portal/internet/gabinete_imprensa/revista_gnr/edicoes/2007/n1/revista_titulosA2007n1.asp.Acedido em: 13 de Outubro de 2008.
Tendo como pano de fundo os novos desafios que a modernidade impõe às forças policiais e particularmente à Guarda Nacional Republicana (GNR), relevando, portanto, o mediatizado sentimento de insegurança entre a população que esta força serve e considerando fundamental a noção do sociólogo Jean-Paul Brodeur de que a polícia é "a agência de controlo social cuja acção é a mais visível e a mais dramatizada", o presente artigo foca algumas questões críticas para a evolução da função polícia. Define-se alta polícia e baixa polícia. Apresenta-se uma visão histórica e filosófica do binómio baixa política-alta polícia. Aborda-se em concreto a organização da Gendarmeria de França no que se refere à polivalência e à especialização de que se constitui, com especial ênfase no duplo significado da sua instrumentalidade ao nível da execução do serviço - teórica e prática e quanto à tecnicidade, que significa a necessidade de transposição de um conjunto de técnicas para a maximização da eficácia da acção. Tece-se considerações sobre o dilema da especialização no caso da Companhias Republicanas de Segurança em França. Constata-se a tendência de mudança em Portugal, agudizada com a iminente reorganização das forças de segurança interna. Conclui-se alertando para o facto de a GNR dever conservar a condição militar com equilíbrio entre a polivalência e a especialização e ter em conta: a polivalência das células na base da actividade operacional; a segmentação dos núcleos "duros" da especialização; a cooperação entre unidades especiais e territoriais; os custos da estrutura de segurança.
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