Women and white-collar crime : debates on gender, fraud and the corporate economy in England and America, 1850-1930 / George Robb
In: British Journal of Criminology (The).ISSN 0007-0955. Oxford. Vol. 46, n. 6 (November 2006) , p. 1058-1072Idioma: Inglês.Assunto: CRIME DE COLARINHO BRANCO | FRAUDE FINANCEIRA | CRIME CONTRA MULHERES | VITIMAÇÃO | INGLATERRA | ESTADOS UNIDOS Resumo: Na sociedade vitoriana, as mulheres da classe média estavam particularmente vulneráveis a crimes de colarinho branco. Negadas as oportunidades de ganharem o seu próprio sustento, as mulheres solteiras estavam especialmente dependentes do capital investido. As mulheres, de facto, constituíram uma parte significativa dos investidores durante o séc. XIX, especialmente em áreas-chave da economia como a banca, os caminhos-de-ferro e os seguros. Contudo, as noções burguesas de distinção requeriam que a mulher permanecesse ignorante em questões de dinheiro e se abstivesse da participação activa em negócios, deixando as mulheres especialmente expostas a toda a espécie de fraude e prevaricação. Este artigo recorre a literatura financeira, debates em jornais e ficção popular para demonstrar como as mulheres foram vitimadas pelo crime de colarinho branco. A vitimação financeira da mulher era um tema comum na imprensa popular, jornais económicos e ficção. Estes discursos contribuíram para um discurso feminista de emancipação económica e política, tendo sufragistas e outros progressistas argumentado que as mulheres tiveram de reformar um sistema económico-financeiro no qual tanto eram marginalizados como estavam profundamente envolvidos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ27908 (Browse shelf) | Available |
Tradução do resumo inserto no próprio artigo.
Na sociedade vitoriana, as mulheres da classe média estavam particularmente vulneráveis a crimes de colarinho branco. Negadas as oportunidades de ganharem o seu próprio sustento, as mulheres solteiras estavam especialmente dependentes do capital investido. As mulheres, de facto, constituíram uma parte significativa dos investidores durante o séc. XIX, especialmente em áreas-chave da economia como a banca, os caminhos-de-ferro e os seguros. Contudo, as noções burguesas de distinção requeriam que a mulher permanecesse ignorante em questões de dinheiro e se abstivesse da participação activa em negócios, deixando as mulheres especialmente expostas a toda a espécie de fraude e prevaricação. Este artigo recorre a literatura financeira, debates em jornais e ficção popular para demonstrar como as mulheres foram vitimadas pelo crime de colarinho branco. A vitimação financeira da mulher era um tema comum na imprensa popular, jornais económicos e ficção. Estes discursos contribuíram para um discurso feminista de emancipação económica e política, tendo sufragistas e outros progressistas argumentado que as mulheres tiveram de reformar um sistema económico-financeiro no qual tanto eram marginalizados como estavam profundamente envolvidos.
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