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The institutionalization of deceptive sales in life insurance : five sources of moral risk / Richard V. Ericson, Aaron Doyle

Autor: ERICSON, Richard V.Co-autor: DOYLE, AaronIn: British Journal of Criminology (The).ISSN 0007-0955. Oxford. Vol. 46, n. 6 (November 2006) , p. 993-1010Idioma: Inglês.Assunto: FRAUDE CONTRA SEGURADORA | CORRUPÇÃO Resumo: Os dados de uma entrevista e de natureza etnográfica são utilizados para mostrar como as práticas de venda enganadora são frequentes e institucionalizadas na indústria dos seguros de vida. Os dados são analisados utilizando o conceito de "risco moral": a tendência paradoxal da estrutura e cultura da instituição seguradora para facilitar e encorajar comportamentos de risco em nome de vários intervenientes, nas relações de seguros, neste caso o comportamento das seguradoras e seus agentes que põe em risco os consumidores, através de vendas enganadoras. Apresenta-se prova empírica de cinco fontes-chave de risco moral que são parte da estável estrutura e cultura das vendas de seguros de vida. Embora o risco moral tenha sido penetrante nas vendas de seguros de vida desde o nascimento da indústria, articula-se com tendências sociais contemporâneas chave: a responsabilização do consumidor individual, a erosão da rede de segurança social, a fragmentação, o individualismo e a atenuação de laços familiares, o crescimento de uma força de trabalho "flexível" e a desresponsabilização reguladora do Estado. As práticas de venda enganadora corroem a confiança e promovem ainda mais individualismo, apagando o potencial do seguro enquanto mecanismo de solidariedade social.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJ27908 (Browse shelf) Available

CD 296. Tradução do resumo inserto no próprio artigo.

Os dados de uma entrevista e de natureza etnográfica são utilizados para mostrar como as práticas de venda enganadora são frequentes e institucionalizadas na indústria dos seguros de vida. Os dados são analisados utilizando o conceito de "risco moral": a tendência paradoxal da estrutura e cultura da instituição seguradora para facilitar e encorajar comportamentos de risco em nome de vários intervenientes, nas relações de seguros, neste caso o comportamento das seguradoras e seus agentes que põe em risco os consumidores, através de vendas enganadoras. Apresenta-se prova empírica de cinco fontes-chave de risco moral que são parte da estável estrutura e cultura das vendas de seguros de vida. Embora o risco moral tenha sido penetrante nas vendas de seguros de vida desde o nascimento da indústria, articula-se com tendências sociais contemporâneas chave: a responsabilização do consumidor individual, a erosão da rede de segurança social, a fragmentação, o individualismo e a atenuação de laços familiares, o crescimento de uma força de trabalho "flexível" e a desresponsabilização reguladora do Estado. As práticas de venda enganadora corroem a confiança e promovem ainda mais individualismo, apagando o potencial do seguro enquanto mecanismo de solidariedade social.

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