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Criminology and terrorism : which thesis? risk society or governmentality / Gabe Mythen, Sandra Walklate

Autor: MYTHEN, GabeCo-autor: WALKLATE, SandraIn: British Journal of Criminology (The).ISSN 0007-0955. Oxford. Vol. 46, n. 3 (May 2006) , p. 379-398Idioma: Inglês.Assunto: TERRORISMO Resumo: Desde os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, o terrorismo tem sido matéria de grande interesse por parte dos meios de comunicação, do diálogo político e da opinião pública. Através de discussões bem publicitadas sobre a sua constituição e consequências, o "novo terrorismo" tem estado aberto a uma pesada construção institucional. Contudo, uma incursão criminológica ao debate sobre o "novo terrorismo" tem sido, até agora, relativamente limitada. O artigo procura abordar directamente esta lacuna, utilizando duas perspectivas teóricas distintas sobre o risco e demonstrando como cada uma pode ajudar o nosso conhecimento sobre a construção da ameaça terrorista. A tese de sociedade de risco proposta por Beck é utilizada para analisar as novas características do "novo terrorismo" incluindo a preparação de armamento de alta tecnologia, a reprodução de efeitos catastróficos e a geografia variável do perigo. Através do espelho de governamentalidade, segundo Foucault, inspeccionamos os meios através dos quais o risco se torna concebível, bem como a construção discursiva do terrorismo e a intensificação de uma cultura mais vasta de vigência do controlo. O nosso estudo é orientado por dois objectivos-chave. Primeiramente, desejamos criticar a maneira como a ameaça terrorista está a ser discursiva e materialmente enformada pela lei e pelas instituições relacionadas com a ordem. Em segundo lugar, desejamos explorar a possibilidade de estabelecer uma agenda criminológica que não só inclua mas também responda a preocupações correntes sobre a gestão do "novo terrorismo".
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJ27263 (Browse shelf) Available

Tradução do resumo inserto no próprio artigo.

Desde os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, o terrorismo tem sido matéria de grande interesse por parte dos meios de comunicação, do diálogo político e da opinião pública. Através de discussões bem publicitadas sobre a sua constituição e consequências, o "novo terrorismo" tem estado aberto a uma pesada construção institucional. Contudo, uma incursão criminológica ao debate sobre o "novo terrorismo" tem sido, até agora, relativamente limitada. O artigo procura abordar directamente esta lacuna, utilizando duas perspectivas teóricas distintas sobre o risco e demonstrando como cada uma pode ajudar o nosso conhecimento sobre a construção da ameaça terrorista. A tese de sociedade de risco proposta por Beck é utilizada para analisar as novas características do "novo terrorismo" incluindo a preparação de armamento de alta tecnologia, a reprodução de efeitos catastróficos e a geografia variável do perigo. Através do espelho de governamentalidade, segundo Foucault, inspeccionamos os meios através dos quais o risco se torna concebível, bem como a construção discursiva do terrorismo e a intensificação de uma cultura mais vasta de vigência do controlo. O nosso estudo é orientado por dois objectivos-chave. Primeiramente, desejamos criticar a maneira como a ameaça terrorista está a ser discursiva e materialmente enformada pela lei e pelas instituições relacionadas com a ordem. Em segundo lugar, desejamos explorar a possibilidade de estabelecer uma agenda criminológica que não só inclua mas também responda a preocupações correntes sobre a gestão do "novo terrorismo".

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