A segurança dos discursos sobre insegurança / José Martins Barra da Costa
In: O Perito. Tecnologias e polícia.ISSN 0873-1918. Lisboa. Ano 3, n.º 1 (Janeiro-Junho 1997) , p. 3-14Idioma: Português.Assunto: CRIMINALIDADE | FORÇA DE SEGURANÇA | RELATÓRIO ANUAL | SEGURANÇA INTERNA | ESTATÍSTICAS CRIMINAIS | VITIMAÇÃO Resumo: Numa altura em que começam a ser conhecidos alguns dados do Relatório de Segurança Interna de 1996, o autor aborda o “outro lado da equação” e apresenta os factores que permitem compreender o aparente decréscimo estatístico de alguns índices de criminalidade, de participações e mesmo de actividade operacional e de efectivos das forças de segurança. A descriminalização de algumas condutas, as participações em “duplicado”, a falta de harmonização dos indicadores - ao não coincidirem algumas designações ou pela inserção incorrecta das tipologias de acordo com a tabela (oficial) proposta para a classificação das infracções – distorcem o conhecimento da realidade criminal, da vitimação e dos pressupostos da segurança. Através da análise de alguns dados estatísticos apresentados conclui-se, também, que em Portugal nem todo o crime conhecido é denunciado, nem todo aquele que é denunciado se persegue, nem todo o crime perseguido é castigado e, principalmente, nem toda a condenação imposta se cumpre.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|
| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ28526 (Browse shelf) | Available |
(*)
Numa altura em que começam a ser conhecidos alguns dados do Relatório de Segurança Interna de 1996, o autor aborda o “outro lado da equação” e apresenta os factores que permitem compreender o aparente decréscimo estatístico de alguns índices de criminalidade, de participações e mesmo de actividade operacional e de efectivos das forças de segurança. A descriminalização de algumas condutas, as participações em “duplicado”, a falta de harmonização dos indicadores - ao não coincidirem algumas designações ou pela inserção incorrecta das tipologias de acordo com a tabela (oficial) proposta para a classificação das infracções – distorcem o conhecimento da realidade criminal, da vitimação e dos pressupostos da segurança. Através da análise de alguns dados estatísticos apresentados conclui-se, também, que em Portugal nem todo o crime conhecido é denunciado, nem todo aquele que é denunciado se persegue, nem todo o crime perseguido é castigado e, principalmente, nem toda a condenação imposta se cumpre.
There are no comments for this item.