O papel dos militares nas grandes mudanças em Portugal - uma perspectiva de conjunto / António José Telo
In: Nação e Defesa.ISSN 0870-757X. Lisboa. 3ª Série,n.112 (Outono/Inverno 2005) , p.103-136Idioma: Português.Assunto: FORÇAS ARMADAS | CONFLITO INTERNACIONAL Resumo: Os militares têm representado um papel muito particular na modernização da sociedade portuguesa. Isto deve-se em larga medida à originalidade da disfunção nacional, nomeadamente ao facto de ser especialmente sensível à mudança do sistema internacional em termos económicos e políticos e, ao mesmo tempo, revelar uma incapacidade crónica para a evolução gradual e a adaptação das principais instituições. Os militares são a excepção, não pelas suas regras internas de funcionamento, mas pela necessidade de se modernizarem rapidamente quando o país se envolve num conflito de anormal intensidade, ou quando está na expectativa de tal acontecer. É isto que leva as forças armadas a adaptarem-se antes das restantes instituições a um mundo exterior em mudança rápida e é esse o principal motivo por que elas estão disponíveis para encabeçar os processos de modernização quando a sociedade lhes lança esse apelo. É como se o país profundo, com a sabedoria inata que normalmente se lhe atribui, conhecendo a sua incapacidade de evoluir de forma lenta e gradual, escolhesse uma instituição muito particular para que fosse a excepção, criando-lhe situações em que ela se tem de modernizar com a ajuda e muitas vezes o financiamento externo.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ26875 (Browse shelf) | Available |
Resumo inserto no próprio artigo.
Os militares têm representado um papel muito particular na modernização da sociedade portuguesa. Isto deve-se em larga medida à originalidade da disfunção nacional, nomeadamente ao facto de ser especialmente sensível à mudança do sistema internacional em termos económicos e políticos e, ao mesmo tempo, revelar uma incapacidade crónica para a evolução gradual e a adaptação das principais instituições. Os militares são a excepção, não pelas suas regras internas de funcionamento, mas pela necessidade de se modernizarem rapidamente quando o país se envolve num conflito de anormal intensidade, ou quando está na expectativa de tal acontecer. É isto que leva as forças armadas a adaptarem-se antes das restantes instituições a um mundo exterior em mudança rápida e é esse o principal motivo por que elas estão disponíveis para encabeçar os processos de modernização quando a sociedade lhes lança esse apelo. É como se o país profundo, com a sabedoria inata que normalmente se lhe atribui, conhecendo a sua incapacidade de evoluir de forma lenta e gradual, escolhesse uma instituição muito particular para que fosse a excepção, criando-lhe situações em que ela se tem de modernizar com a ajuda e muitas vezes o financiamento externo.
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