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Les incendiaires non détectés / Philippe Lamon, Henriette Haas

Autor: LAMON, PhilippeCo-autor: HAAS, HenrietteIn: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique.ISSN 0035-3329. Genève. V.56,n.4 (Octobre-Décembre 2003) , p.451-466Idioma: Francês.Assunto: FOGO POSTO | PERFIL PSICOLÓGICO | SUÍÇA Resumo: Os incendiários fazem parte de uma das categorias de pessoas de que menos se conhece actualmente. O presente estudo sobre o perfil dos incendiários, contempla os relatos anónimos de indivíduos, no âmbito do inquérito de 1997 a 21.314 recrutas suíços. A amostra dos recrutas cobre cerca de 70% dos homens suíços com 20 anos de idade. Entre todos os recrutas, 80 confessaram ter intencionalmente ateado um ou dois fogos com fins maliciosos e outros 61 admitiram (anonimamente) terem ateado vários fogos, nos doze meses que antecederam a recruta. Verificou-se que os incendiários - desconhecidos das forças policiais - eram muito semelhantes a outros casos conhecidos da psiquiatria forense e do meio prisional. Na infância e na adolescência, muitos incendiários, sobretudo, reincidentes, apresentaram comportamentos desviantes ou delinquentes. Com 20 anos, mostraram uma tendência para se associar a movimentos extremistas, tanto de direita como de esquerda. Mostraram uma taxa muito elevada de tentativa de suicídio, comparada com a população masculina geral (25% Vs. 4%). Por fim, o estudo demonstrou que os incendiários têm um perfil criminoso versátil, uma vez que, na maior parte das vezes, são também autores de furtos, de assaltos, fraudes e venda de droga, sendo apenas uma minoria que "está especializada" em atear fogos.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
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Os incendiários fazem parte de uma das categorias de pessoas de que menos se conhece actualmente. O presente estudo sobre o perfil dos incendiários, contempla os relatos anónimos de indivíduos, no âmbito do inquérito de 1997 a 21.314 recrutas suíços. A amostra dos recrutas cobre cerca de 70% dos homens suíços com 20 anos de idade. Entre todos os recrutas, 80 confessaram ter intencionalmente ateado um ou dois fogos com fins maliciosos e outros 61 admitiram (anonimamente) terem ateado vários fogos, nos doze meses que antecederam a recruta. Verificou-se que os incendiários - desconhecidos das forças policiais - eram muito semelhantes a outros casos conhecidos da psiquiatria forense e do meio prisional. Na infância e na adolescência, muitos incendiários, sobretudo, reincidentes, apresentaram comportamentos desviantes ou delinquentes. Com 20 anos, mostraram uma tendência para se associar a movimentos extremistas, tanto de direita como de esquerda. Mostraram uma taxa muito elevada de tentativa de suicídio, comparada com a população masculina geral (25% Vs. 4%). Por fim, o estudo demonstrou que os incendiários têm um perfil criminoso versátil, uma vez que, na maior parte das vezes, são também autores de furtos, de assaltos, fraudes e venda de droga, sendo apenas uma minoria que "está especializada" em atear fogos.

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