A privatização da violência legítima / Victor Marques dos Santos
In: Nação e Defesa.ISSN 0870-757X. Lisboa. N.98 (Verão 2001) , p.87-113Idioma: Português.Assunto: FORÇAS ARMADAS | EMPRESA DE SEGURANÇA PRIVADA | SEGURANÇA INTERNA | GESTÃO DE CRISES | RELAÇÕES INTERNACIONAIS Resumo: A utilização de militares profissionais estrangeiros ao serviço dos Estados constitui uma prática milenar. A formação de empresas militares privadas como fenómeno característico do último quartel do séc. XX, corresponde à institucionalização do desempenho funcional de actividades militares a partir de uma perspectiva empresarial privada, com o objectivo de fornecimento de serviços a entidades diversificadas, designadamente, aos Estados. Reflectindo as exigências ambientais impostas pelo processo de mudança globalizante neoliberal, o aparecimento das EMP's significa a privatização de competências tradicionalmente atribuídas aos Estados soberanos, nomeadamente, a da exclusividade do exercício da violência legítima. A análise do fenómeno permite verificar que os efeitos decorrentes transcendem o impacto estratégico da acção, inserindo-se na lógica prospectiva de uma "revolution in military affairs".| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ25594 (Browse shelf) | Available |
(*). Resumo apresentado na página Internet do IDN : https://www.idn.gov.pt/publicacoes-1-98.asp#A%20Privatização%20da%20Violência%20Legítima
A utilização de militares profissionais estrangeiros ao serviço dos Estados constitui uma prática milenar. A formação de empresas militares privadas como fenómeno característico do último quartel do séc. XX, corresponde à institucionalização do desempenho funcional de actividades militares a partir de uma perspectiva empresarial privada, com o objectivo de fornecimento de serviços a entidades diversificadas, designadamente, aos Estados. Reflectindo as exigências ambientais impostas pelo processo de mudança globalizante neoliberal, o aparecimento das EMP's significa a privatização de competências tradicionalmente atribuídas aos Estados soberanos, nomeadamente, a da exclusividade do exercício da violência legítima. A análise do fenómeno permite verificar que os efeitos decorrentes transcendem o impacto estratégico da acção, inserindo-se na lógica prospectiva de uma "revolution in military affairs".
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