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Portugal, o Atlântico e a Europa : a identidade nacional, a (re)imaginação da nação e a construção europeia / José Carlos Almeida

Autor: ALMEIDA, José CarlosIn: Nação e Defesa.ISSN 0870-757X. Lisboa. N.107 (Primavera 2004) , p.147-172Idioma: Português.Assunto: ANÁLISE SOCIAL | SOBERANIA NACIONAL | COMUNIDADE EUROPEIA Resumo: Desde 1974, com o seu regresso o casa e à Europa, depois do fim dum projecto nacional expansionista de cinco séculos, Portugal tem atravessado importantes mudanças estruturais que têm transformado a velha sociedade tradicional e fechada numa sociedade pós-colonial moderna e mais aberta. Este processo de reconstrução da nação tem sido acompanhado duma importante agenda de celebração da história nacional. Adoptando uma abordagem intermédia entre uma visão modernista  e uma visão primordialista, argumenta-se que as nações, apesar de poderem desenvolver novas tendências, medos e mitos, abandonar velhos, mudar o seu equilíbrio interno, são formas de organização colectiva baseadas nalgum tipo de continuidade histórica e numa experiência histórica comum (Hutchinson, 1994; Jenkins, 1995; May, 2001; Parekh, 1995; Smith, 1991). Ora, muita da literatura sobre a integração europeia tem chamado a atenção para o facto de que a dificuldade da emergência duma identidade europeia assenta na permanência dos sentimentos nacionais e numa limitada oferta da União Europeia de repertórios comuns que inspirem o entusiasmo colectivo (Calhoun, 1997; Hansen & Waever, 2002; Pagden, 2002; Smith, 1996). Neste ensaio explora-se como estes dois processos de reimaginação da nação e de integração europeia acontecem em paralelo, podendo, por vezes, criar tensões e fazer apelos que os cidadãos nacionais podem perceber como sendo de sentido contrário. Por um lado o processo de reprodução da nação reafirma os sentimentos de lealdade para com a nação - definida, durante a maior parte do século XX, em oposição à industrialização, modernização e aos valores liberais e democráticos dos seus vizinhos europeus. Por outro, o aprofundar do projecto europeu implica a perda de soberania nacional num número crescente de aspectos da vida nacional.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Polícia Judiciária
PJ25605 (Browse shelf) Available

Resumo inserto no próprio artigo.

Desde 1974, com o seu regresso o casa e à Europa, depois do fim dum projecto nacional expansionista de cinco séculos, Portugal tem atravessado importantes mudanças estruturais que têm transformado a velha sociedade tradicional e fechada numa sociedade pós-colonial moderna e mais aberta. Este processo de reconstrução da nação tem sido acompanhado duma importante agenda de celebração da história nacional. Adoptando uma abordagem intermédia entre uma visão modernista  e uma visão primordialista, argumenta-se que as nações, apesar de poderem desenvolver novas tendências, medos e mitos, abandonar velhos, mudar o seu equilíbrio interno, são formas de organização colectiva baseadas nalgum tipo de continuidade histórica e numa experiência histórica comum (Hutchinson, 1994; Jenkins, 1995; May, 2001; Parekh, 1995; Smith, 1991). Ora, muita da literatura sobre a integração europeia tem chamado a atenção para o facto de que a dificuldade da emergência duma identidade europeia assenta na permanência dos sentimentos nacionais e numa limitada oferta da União Europeia de repertórios comuns que inspirem o entusiasmo colectivo (Calhoun, 1997; Hansen & Waever, 2002; Pagden, 2002; Smith, 1996). Neste ensaio explora-se como estes dois processos de reimaginação da nação e de integração europeia acontecem em paralelo, podendo, por vezes, criar tensões e fazer apelos que os cidadãos nacionais podem perceber como sendo de sentido contrário. Por um lado o processo de reprodução da nação reafirma os sentimentos de lealdade para com a nação - definida, durante a maior parte do século XX, em oposição à industrialização, modernização e aos valores liberais e democráticos dos seus vizinhos europeus. Por outro, o aprofundar do projecto europeu implica a perda de soberania nacional num número crescente de aspectos da vida nacional.

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