Maltratantes de crianças : punir, tratar ou controlar? / Rui Abrunhosa Gonçalves
In: Infância e Juventude.ISSN 0870-6565. Lisboa. N.1 (Janeiro-Março 2005) , p. 83-90Idioma: Português.Assunto: MAUS TRATOS CONTRA CRIANÇAS | CRIME SEXUAL Resumo: Abordando a problemática do maltrato de menores, o autor começa por identificar as duas vertentes dos maus tratos - o abuso físico e o abuso sexual. Sendo o abuso físico identificável pela própria natureza da agressão, o abuso sexual, embora associado quase sempre a uma componente física, pode envolver uma dimensão psicológica. Igualmente a negligência pode ser considerada um tipo de maltrato físico ou psicológico, consoante a vertente evidenciada; do mesmo modo a ausência de supervisão pode ser considerada um outro tipo de negligência. O autor procura ainda responder a perguntas que se prendem com os agressores de menores, no que respeita a saber quem são, como são e porque o são; relativamente à identificação do problema da violência, aponta algumas práticas de intervenção levadas a cabo no nosso país; defende ainda a necessidade de se desenvolver um modelo integrado de intervenção sobre os ofensores, que contemple os três vértices do ângulo da questão: a punição, o tratamento e o controlo. Como conclusão, constata que o crime sexual em Portugal está ainda pouco estudado, sendo as estatísticas criminais praticamente os únicos elementos existentes sobre esse fenómeno. O apoio à vítima tem manifestado alguns avanços, mas a intervenção junto dos agressores, particularmente os de cariz sexual, tem manifestado um maior atraso.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | Available |
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Abordando a problemática do maltrato de menores, o autor começa por identificar as duas vertentes dos maus tratos - o abuso físico e o abuso sexual. Sendo o abuso físico identificável pela própria natureza da agressão, o abuso sexual, embora associado quase sempre a uma componente física, pode envolver uma dimensão psicológica. Igualmente a negligência pode ser considerada um tipo de maltrato físico ou psicológico, consoante a vertente evidenciada; do mesmo modo a ausência de supervisão pode ser considerada um outro tipo de negligência. O autor procura ainda responder a perguntas que se prendem com os agressores de menores, no que respeita a saber quem são, como são e porque o são; relativamente à identificação do problema da violência, aponta algumas práticas de intervenção levadas a cabo no nosso país; defende ainda a necessidade de se desenvolver um modelo integrado de intervenção sobre os ofensores, que contemple os três vértices do ângulo da questão: a punição, o tratamento e o controlo. Como conclusão, constata que o crime sexual em Portugal está ainda pouco estudado, sendo as estatísticas criminais praticamente os únicos elementos existentes sobre esse fenómeno. O apoio à vítima tem manifestado alguns avanços, mas a intervenção junto dos agressores, particularmente os de cariz sexual, tem manifestado um maior atraso.
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