Contribution à l'étude des violences extrêmes : le criminel de guerre actuel / Pierre Thys
In: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique.ISSN 0035-3329. Genève. V.57,n.4 (Octobre-Décembre 2004) , p.480-503Idioma: Francês.Assunto: VIOLÊNCIA | CRIME DE GUERRA | CRIME CONTRA A HUMANIDADE Resumo: O estudo dos conflitos armados ocupa um lugar muito reduzido no âmbito da criminologia. Contudo, desde 1998 que o sociólogo Michel Wiewiorka chama a atenção para um emergente paradigma da violência, cujas referências apontam para uma "barbárie que vai até aos extremos". O exemplo da guerra na ex-Jugoslávia ilustra estes comportamentos de extrema violência e a observação da acção desenvolvida pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia permite conhecer melhor a personalidade dos autores desses actos violentos. O artigo salienta a banalidade dos percursos de vida dos cinquenta criminosos condenados, até à data, por aquele tribunal. O estatuto do civil ou do militar, o seu lugar na hierarquia e a sua origem étnica, nada contribuem para os diferenciar. A extrema violência não pode ser explicada pela simples obediência às ordens. O envolvimento furioso em programas de limpeza étnica, o sentido moral dos criminosos de guerra e as associações diferenciadas contribuem para explicar os actos de extrema violência. O estudo destas formas de violência pode ser utilizado como ponto de partida para compreender outras formas de violência, como sejam, a tortura, o terrorismo, o crime organizado.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | Available |
O estudo dos conflitos armados ocupa um lugar muito reduzido no âmbito da criminologia. Contudo, desde 1998 que o sociólogo Michel Wiewiorka chama a atenção para um emergente paradigma da violência, cujas referências apontam para uma "barbárie que vai até aos extremos". O exemplo da guerra na ex-Jugoslávia ilustra estes comportamentos de extrema violência e a observação da acção desenvolvida pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia permite conhecer melhor a personalidade dos autores desses actos violentos. O artigo salienta a banalidade dos percursos de vida dos cinquenta criminosos condenados, até à data, por aquele tribunal. O estatuto do civil ou do militar, o seu lugar na hierarquia e a sua origem étnica, nada contribuem para os diferenciar. A extrema violência não pode ser explicada pela simples obediência às ordens. O envolvimento furioso em programas de limpeza étnica, o sentido moral dos criminosos de guerra e as associações diferenciadas contribuem para explicar os actos de extrema violência. O estudo destas formas de violência pode ser utilizado como ponto de partida para compreender outras formas de violência, como sejam, a tortura, o terrorismo, o crime organizado.
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