Reflexões sobre a ética na investigação qualitativa com crianças vítimas de violência / Ana Isabel Sani
In: Infância e Juventude.ISSN 0870-6565. Lisboa. N. 4 (Outubro-Dezembro 2001) , p. 127-132Idioma: Português.Assunto: MAUS TRATOS CONTRA CRIANÇAS | ENTREVISTA PSICOLÓGICA | PSICOLOGIA | CRIANÇA Resumo: Ao proceder a investigações qualitativas com crianças vítimas de violência, o responsável pelas investigações poderá ver-se confrontado com problemas que, do ponto de vista ético, podem prejudicar as mesmas. Tecem-se algumas reflexões sobre esta questão e aconselham-se alguns procedimentos a tomar quando se solicita à criança a sua participação neste tipo de estudo, sob pena de a poder traumatizar. Perante as reflexões poder-se-á concluir que a investigação qualitativa com crianças deve "dar poder" (empowerment) à criança, no sentido de permitir que esta escolha ser um participante activo no processo de investigação, empregando instrumentos que ofereçam à criança a oportunidade de mostrar os seus pontos de vista, reduzir a distância social e renegociar as relações de poder entre o investigador e a criança.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJ23312 (Browse shelf) | Available |
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Ao proceder a investigações qualitativas com crianças vítimas de violência, o responsável pelas investigações poderá ver-se confrontado com problemas que, do ponto de vista ético, podem prejudicar as mesmas. Tecem-se algumas reflexões sobre esta questão e aconselham-se alguns procedimentos a tomar quando se solicita à criança a sua participação neste tipo de estudo, sob pena de a poder traumatizar. Perante as reflexões poder-se-á concluir que a investigação qualitativa com crianças deve "dar poder" (empowerment) à criança, no sentido de permitir que esta escolha ser um participante activo no processo de investigação, empregando instrumentos que ofereçam à criança a oportunidade de mostrar os seus pontos de vista, reduzir a distância social e renegociar as relações de poder entre o investigador e a criança.
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