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A do e a do fetiches e museus : performance, falso, coleção, ilícito, mercado / Leonor Sá

Autor: Sá, LeonorIn: Collecting collections and concepts : uma viagem iconoclasta por coleções de coisas em forma de assim/QRE; FEDR; PORN.- Guimarães; 2012. - p.122-127Idioma: Português.Inglês.Publicação: , 2012Assunto: FALSIFICAÇÃO DE OBRA DE ARTE | PINTURA | POLÍCIA JUDICIÁRIA -- PORTUGAL Resumo: Este artigo aborda os falsos oriundos do Museu de Polícia Judiciária presentes na exposição Collecting Colletions and Concepts, uma viagem iconoclasta por coleções de coisas em formas de assim e o tema dos falsos no geral, de um ponto de vista semiótico abrangente. O texto começa por defender que a marca distintiva destes falsos não é a sua (débil) qualidade estética, mas a sua carga semiótica enquanto "objeto do crime", ligada a temas míticos de transgressão e reposição da ordem, revitalizados na contemporaneidade pelo género policial de um modo exuberante e "transvisualmente" contaminador. De seguida, o texto foca os falsos como fetiches, a diversos níveis, que florescem no clima propício de especulação financeira, glamour e do meio artístico contemporâneo. Finalizando, o texto sustenta que a musealização dos falsos se dá sobretudo através de rituais de reabilitação que, seguindo os ideais museológicos mais tradicionais, lhes atribuem valores e objetivos pedagógicos. No final conclui-se que, malgré tout, os novos falsos expurgados e musealizados mantêm a ambiguidade atávica que lhes é inerente e que lhes confere um fascínio tão vivo - quanto controverso.
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Analíticos de monografias Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
IPJCCVR400.10757 (Browse shelf) Available

Este artigo aborda os falsos oriundos do Museu de Polícia Judiciária presentes na exposição Collecting Colletions and Concepts, uma viagem iconoclasta por coleções de coisas em formas de assim e o tema dos falsos no geral, de um ponto de vista semiótico abrangente. O texto começa por defender que a marca distintiva destes falsos não é a sua (débil) qualidade estética, mas a sua carga semiótica enquanto "objeto do crime", ligada a temas míticos de transgressão e reposição da ordem, revitalizados na contemporaneidade pelo género policial de um modo exuberante e "transvisualmente" contaminador. De seguida, o texto foca os falsos como fetiches, a diversos níveis, que florescem no clima propício de especulação financeira, glamour e do meio artístico contemporâneo. Finalizando, o texto sustenta que a musealização dos falsos se dá sobretudo através de rituais de reabilitação que, seguindo os ideais museológicos mais tradicionais, lhes atribuem valores e objetivos pedagógicos. No final conclui-se que, malgré tout, os novos falsos expurgados e musealizados mantêm a ambiguidade atávica que lhes é inerente e que lhes confere um fascínio tão vivo - quanto controverso.

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