Sádico ou não-sádico, eis a questão / José Martins Barra da Costa
In: Investigação criminal = Revista semestral de investigação criminal, ciências criminais e forenses. - Nº6 (dezembro 2013),p.127-141Idioma: Português.Publicação: , 2013Assunto: COMPORTAMENTO SEXUAL | PSICOPATIA | AGRESSOR SEXUAL | ESTUDO DE CASOS | ESTUDO DE OPINIÃO Resumo: "Em primeiro lugar, é óbvia a importância deste conceito em termos de investigação criminal, apenas se podendo falar de sadismo se um comportamento for infligido intencionalmente a uma vítima consciente, com a finalidade de atingir a satisfação sexual. Depois,os actos postmortem (tais como a necrofilia), ou actos cometidos numa vítima inconsciente, não devem ser descritos como sádicos. Finalmente, os sádicos gostam de manter vivas e conscientes as vítimas, tanto tempo quanto possível, a fim de prosseguir a sua satisfação com o sofrimento delas. ""Sadismo é a temática que melhor cruza a aliança "crime, sexo e violência". Os nossos argumentos percorrem, primeiro, campos relacionados com as "indefinições" do próprio conceito (o termo sadismo deve ser utilizado quando hà imposição intencional de sofrimento físico ou psicológico, associada a excitação sexual ou gratificação por parte do agressor), seguindo-se uma clarificação sobre a confusão entre sadismo e lustmurder, no pressuposto de que todos os homicídios sádicos podem ser classificados como "homicídios por luxúria", mas nem todos os lustmurder envolvem sadismo. Num segundo momento apresentamos exemplos de casos em que o comportamento do agressor foi rotulado como sádico ou como não-sádico, nem sempre correctamente."| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.11134 (Browse shelf) | Available |
"Em primeiro lugar, é óbvia a importância deste conceito em termos de investigação criminal, apenas se podendo falar de sadismo se um comportamento for infligido intencionalmente a uma vítima consciente, com a finalidade de atingir a satisfação sexual. Depois,os actos postmortem (tais como a necrofilia), ou actos cometidos numa vítima inconsciente, não devem ser descritos como sádicos. Finalmente, os sádicos gostam de manter vivas e conscientes as vítimas, tanto tempo quanto possível, a fim de prosseguir a sua satisfação com o sofrimento delas. "
"Sadismo é a temática que melhor cruza a aliança "crime, sexo e violência". Os nossos argumentos percorrem, primeiro, campos relacionados com as "indefinições" do próprio conceito (o termo sadismo deve ser utilizado quando hà imposição intencional de sofrimento físico ou psicológico, associada a excitação sexual ou gratificação por parte do agressor), seguindo-se uma clarificação sobre a confusão entre sadismo e lustmurder, no pressuposto de que todos os homicídios sádicos podem ser classificados como "homicídios por luxúria", mas nem todos os lustmurder envolvem sadismo. Num segundo momento apresentamos exemplos de casos em que o comportamento do agressor foi rotulado como sádico ou como não-sádico, nem sempre correctamente."
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