Perturbação mental e ideação suicída entre reclusos preventivos / Nuno Moreira, co-aut.Rui Abrunhosa Gonçalves
In: Análise psicológica. - S.28,nº1 (jan.-mar.2010),p.133-148Idioma: Português.Publicação: , 2010Assunto: RECLUSO | DOENÇA MENTAL | SUICÍDIO NA PRISÃO | PSICOPATOLOGIA -- PORTUGAL Resumo: O estudo apresentado, tendo um carácter exploratório, logra obter contudo alguns dados interessantes e que abrem caminho a futuras investigações. Assim, de um lado verifica-se que a entrada para a prisão constitui um momento "choque" para muitos a indivíduos e que, pelo facto de muitos deles evidenciarem vulnerabilidades psicológicas significativas, a ideação suicida parece como uma "estratégia adaptativa"- ainda que paradoxal- ao cumprimento da pena, que permanece ao longo do tempo de reclusão. Por outro lado, e tendo em conta que uma parte significativa da amostra deixa de evidenciar sintomatologia psicopatológica após seis meses de execução da pena, é lícito pensar que não só tais reclusos poderão ser portadores de factores protectivos que aumentem a sua resiliência, como também se pode alvitrar que a prisão enquanto instituição normativa e prestadora de cuidados, pode ter contribuído para uma maior estruturação apaziguando, aos poucos, o seu sofrimento psicológico.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.11190 (Browse shelf) | Available |
O estudo apresentado, tendo um carácter exploratório, logra obter contudo alguns dados interessantes e que abrem caminho a futuras investigações. Assim, de um lado verifica-se que a entrada para a prisão constitui um momento "choque" para muitos a indivíduos e que, pelo facto de muitos deles evidenciarem vulnerabilidades psicológicas significativas, a ideação suicida parece como uma "estratégia adaptativa"- ainda que paradoxal- ao cumprimento da pena, que permanece ao longo do tempo de reclusão. Por outro lado, e tendo em conta que uma parte significativa da amostra deixa de evidenciar sintomatologia psicopatológica após seis meses de execução da pena, é lícito pensar que não só tais reclusos poderão ser portadores de factores protectivos que aumentem a sua resiliência, como também se pode alvitrar que a prisão enquanto instituição normativa e prestadora de cuidados, pode ter contribuído para uma maior estruturação apaziguando, aos poucos, o seu sofrimento psicológico.
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