Desarrumar o medo...o arrumador de carros como figura do medo na cidade / Margarida Matias Luís Fernandes
In: Toxicodependências. - Vol.15, nº3 (2009),p.9-22Idioma: Português.Publicação: , 2009Assunto: TOXICODEPENDÊNCIA | ANÁLISE SOCIAL | DISCRIMINAÇÃO | INSEGURANÇA URBANA -- PORTUGAL Resumo: O trabalho aqui apresentado procura explorar a autopercepção do toxicodependente arrumador de carros enquanto figura do medo na cidade. Partimos de um dado adquirido nos trabalhos sobre o sentimento de insegurança, o da sua associação ao medo do crime, para percebermos a proeminência dos actores da droga no contexto da cidade sentida como insegura. Concluímos que estes sujeitos percebem que os outros os percepcionam como criminosos e, enquanto arrumadores, como ameaças para o carro, originando muitas vezes comportamentos de afastamento por parte dos outros. Porém,não se definem como tal, distanciando-se da imagem de perigo a que sabem estar associados, o que não os impede de assumir a prática ocasional de crimes menores, ainda que desresponsabilizando-se de tais actos, que justificam ser cometidos em momentos em que forças externas os compelem a agir.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.11193 (Browse shelf) | Available |
O trabalho aqui apresentado procura explorar a autopercepção do toxicodependente arrumador de carros enquanto figura do medo na cidade. Partimos de um dado adquirido nos trabalhos sobre o sentimento de insegurança, o da sua associação ao medo do crime, para percebermos a proeminência dos actores da droga no contexto da cidade sentida como insegura. Concluímos que estes sujeitos percebem que os outros os percepcionam como criminosos e, enquanto arrumadores, como ameaças para o carro, originando muitas vezes comportamentos de afastamento por parte dos outros. Porém,não se definem como tal, distanciando-se da imagem de perigo a que sabem estar associados, o que não os impede de assumir a prática ocasional de crimes menores, ainda que desresponsabilizando-se de tais actos, que justificam ser cometidos em momentos em que forças externas os compelem a agir.
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