O sentimento de insegurança na discursividade sobre o crime / José Manuel Pires Leal
In: Separata da Revista Portuguesa de Ciência Criminal. - Ano17, nº3 (jul.-set.2007),p.475-503Idioma: Português.Publicação: , 2007Assunto: INSEGURANÇA | SOCIOLOGIA RURAL | SOCIOLOGIA URBANA | CRIME CONTRA A INTEGRIDADE FÍSICA | COMPORTAMENTO DESVIANTE | TOXICODEPENDÊNCIA | CONTROLO SOCIAL Resumo: No presente artigo procurar-se-á determinar se o tipo e a intensidade do sentimento de insegurança é experienciado e construido pelos individuos da mesma forma, independentemente do local onde possam residir - espaço urbano, ou rural. Como definem o crime, enquanto comportamento desviante e associal, os seus autores e as suas motivações? Na sequeência de alguns estudos, a que se fará referência no decurso do artigo, há que sublinhar que o sentimento de insegurança é construido socialmente, tendo como base simultaneamente o conflito suscitado pela distribuição desigual de recursos, a capacidade distinta dos diversos grupos sociais em se apropriarem deles e os gerirem e por uma estrutura normativa dominante de referência, a partir da qual se definem culturalmente juizos de valor, e se constroem imagens esterotipadas daquilo que se possa considerar normalizado ou desviado.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.11175 (Browse shelf) | Available |
No presente artigo procurar-se-á determinar se o tipo e a intensidade do sentimento de insegurança é experienciado e construido pelos individuos da mesma forma, independentemente do local onde possam residir - espaço urbano, ou rural. Como definem o crime, enquanto comportamento desviante e associal, os seus autores e as suas motivações? Na sequeência de alguns estudos, a que se fará referência no decurso do artigo, há que sublinhar que o sentimento de insegurança é construido socialmente, tendo como base simultaneamente o conflito suscitado pela distribuição desigual de recursos, a capacidade distinta dos diversos grupos sociais em se apropriarem deles e os gerirem e por uma estrutura normativa dominante de referência, a partir da qual se definem culturalmente juizos de valor, e se constroem imagens esterotipadas daquilo que se possa considerar normalizado ou desviado.
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