La femme, objet initiaire, objet d' insanité chez un violeur en série / Anita Heurtevent
In: Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique. - Vol.59, nº4 (oct.-déc.2006), p.426-432Idioma: Francês.Publicação: , 2006Assunto: VIOLADOR EM SÉRIE | PERFIL PSICOLÓGICO | CRIME SEXUAL | VÍTIMA Resumo: Parece que a questão fulcral na dinâmica agressor - vítima, que o violador em série F. cria quando liberta o seu fantasma, é a do estatuto atribuido à mulher apanhada no esquema de senialização do violador. Para sermais preciso, o parto crucial da senialização das agressões de F. deve ser encurtado numa possível vitimação da mulher. A intermutabilidade é a pedra angular para estabelecer e manter a socialização a lógica que suporta a organizaçãodestas séries é a de um impossível reencontro entre o agressor e a sua vítima, reflexo do impossível encontro do perpetrador com o feminino, um dos parâmetros nas séries dos crimes sexualmente orientadas, cometidas por F., é que cada vítima, mesmo que futuras vítimas possam corresponder a certas especificações relativamente aos métodosoperacionais do agressor, tais como as denominadas vítimas baixo risco, que não têm outro papel para além daquele determinado pelo guião que lhes foi imposto pelo agressor. Com efeito, se a questão em causa tiver de ser examinada á luz do guião, duplamente dirigido e desempenhado pelo agressor, parece que o mesmo - ele próprio recordação deuma isistente cena do passado - exige que o feminino desempenhe o seu papel , que seja a cena priviligiada do ataque. Este artigo tentará definir qual dos aspectos do feminino, é o alvo, e como, no caso deste agressor em série, é sempre um aspecto do feminino que escapa e inexoravelmente questiona a ausência da mulher enquanto figura ideal do feminino. Tentar-se-à também mostrar como a série é organizada e alimentada pelo insucesso, sentido pelos agressores, na vitimação de mulheres.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.2620 (Browse shelf) | Available |
Parece que a questão fulcral na dinâmica agressor - vítima, que o violador em série F. cria quando liberta o seu fantasma, é a do estatuto atribuido à mulher apanhada no esquema de senialização do violador. Para sermais preciso, o parto crucial da senialização das agressões de F. deve ser encurtado numa possível vitimação da mulher. A intermutabilidade é a pedra angular para estabelecer e manter a socialização a lógica que suporta a organizaçãodestas séries é a de um impossível reencontro entre o agressor e a sua vítima, reflexo do impossível encontro do perpetrador com o feminino, um dos parâmetros nas séries dos crimes sexualmente orientadas, cometidas por F., é que cada vítima, mesmo que futuras vítimas possam corresponder a certas especificações relativamente aos métodosoperacionais do agressor, tais como as denominadas vítimas baixo risco, que não têm outro papel para além daquele determinado pelo guião que lhes foi imposto pelo agressor. Com efeito, se a questão em causa tiver de ser examinada á luz do guião, duplamente dirigido e desempenhado pelo agressor, parece que o mesmo - ele próprio recordação deuma isistente cena do passado - exige que o feminino desempenhe o seu papel , que seja a cena priviligiada do ataque. Este artigo tentará definir qual dos aspectos do feminino, é o alvo, e como, no caso deste agressor em série, é sempre um aspecto do feminino que escapa e inexoravelmente questiona a ausência da mulher enquanto figura ideal do feminino. Tentar-se-à também mostrar como a série é organizada e alimentada pelo insucesso, sentido pelos agressores, na vitimação de mulheres.
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