O anti-cristo / Frederico Nietzsche; trad. Carlos Grifo
Idioma: Português.Edição: 2ª edPublicação: Lisboa : Editorial Presença, [s.d.]Descrição física: 138 p.; 18 cmColeção: ClássicosAssunto: 410467 | 326376Resumo: A obra de Nietzsche tem a marca da imparidade dentro da nossa cultura. Dela tem-se dito quase tudo e em todos os tons e, não obstante, vemo-la esgueirar-se incansávelmente a esse cerco de classificações e apresentar-se diante de nós com um inexaurível sabor de novidade. Pensamento assistemático, aforístico, filósófico-poético ou poético-filosófico, o que quisermos, mas sobretudo um pensamento que deixa sempre uma raiz sempre uma raiz algures em todas as conjecturas- as mais válidas- do nosso século. Serve-nos de testemunho eloquente este anti-cristo, onde simultaneamente se escondem e entremostram as cintilações e os abismos de Nietzsche. A veemência, a diatribe, o ataque directo estão aí à superfície do olhar; mas é pouco contentarmo-nos com essas primeiras impressões de leitura. Seria um Nietzsche demasiado fácil, tão fácil que equivaleria a sepultá-lo ao lado de toda uma polémica que viveu anos a expensas do cristianismo. Não há, pois, literalidade nenhuma nas sentenças que compõem este livro. Neste sentido, podemos arriscar que o Anti-Cristo que se vai ler é, apesar do estrondo das suas frases, menos anti-Cristo que muitas obras apologéticas.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCP321 (Browse shelf) | IPJCC8695 | Available | IPJCC CID86959655 |
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A obra de Nietzsche tem a marca da imparidade dentro da nossa cultura. Dela tem-se dito quase tudo e em todos os tons e, não obstante, vemo-la esgueirar-se incansávelmente a esse cerco de classificações e apresentar-se diante de nós com um inexaurível sabor de novidade. Pensamento assistemático, aforístico, filósófico-poético ou poético-filosófico, o que quisermos, mas sobretudo um pensamento que deixa sempre uma raiz sempre uma raiz algures em todas as conjecturas- as mais válidas- do nosso século. Serve-nos de testemunho eloquente este anti-cristo, onde simultaneamente se escondem e entremostram as cintilações e os abismos de Nietzsche. A veemência, a diatribe, o ataque directo estão aí à superfície do olhar; mas é pouco contentarmo-nos com essas primeiras impressões de leitura. Seria um Nietzsche demasiado fácil, tão fácil que equivaleria a sepultá-lo ao lado de toda uma polémica que viveu anos a expensas do cristianismo. Não há, pois, literalidade nenhuma nas sentenças que compõem este livro. Neste sentido, podemos arriscar que o Anti-Cristo que se vai ler é, apesar do estrondo das suas frases, menos anti-Cristo que muitas obras apologéticas.
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