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O ofício de revolucionário / Victor Serge; trad.Maria Luísa A.

Autor: Serge, VictorAutor secundário: A. Maria LuísaIdioma: Português.Publicação: Lisboa : Moraes Editores, 1968Descrição física: 445 p.; 22 cmAssunto: 266546 | 325527 | 322416 | 400473Resumo: Devemos concluir pela inexistência de fatalidade, pelo poder do homem e pela responsabilidade pessoal. A conclusão não é pessimista; mas condena os sistemas que concentram demasiado poder na mão de alguns, determinando uma selecção às avessas e abolindo o controlo - ainda que imperfeito-do poder pelo homem vulgar, isto é, paralisando a consciência pública.Não é já aos revolucionários que se deve pedir responsabilidades pela revolução universal, mas sim aos despotismos e à técnica do mundo que rompe brutalmente com o passado e põe povos de continentes inteiros na contigência de recomeçarem a vida em bases novas. Que essas bases devam assentar na justiça social, na organização racional, no respeito da pessoa e da liberdade, é para mim facto indiscutível- que aliás parece ir-se impondo, apesar da desumanidade da época contemporânea. O amanhã aparece mais rico em possibilidades do que tudo quanto pudemos algum dia imaginar. Tenho esperança de que a paixão, a experiência, e até os erros da minha geração de luta ajudam a iluminar um pouco as sendas do futuro.
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Monografias Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
IPJCCP317 (Browse shelf) IPJCC8620 Available IPJCC CID86209649

oferta de M.A.C.

Devemos concluir pela inexistência de fatalidade, pelo poder do homem e pela responsabilidade pessoal. A conclusão não é pessimista; mas condena os sistemas que concentram demasiado poder na mão de alguns, determinando uma selecção às avessas e abolindo o controlo - ainda que imperfeito-do poder pelo homem vulgar, isto é, paralisando a consciência pública.Não é já aos revolucionários que se deve pedir responsabilidades pela revolução universal, mas sim aos despotismos e à técnica do mundo que rompe brutalmente com o passado e põe povos de continentes inteiros na contigência de recomeçarem a vida em bases novas. Que essas bases devam assentar na justiça social, na organização racional, no respeito da pessoa e da liberdade, é para mim facto indiscutível- que aliás parece ir-se impondo, apesar da desumanidade da época contemporânea. O amanhã aparece mais rico em possibilidades do que tudo quanto pudemos algum dia imaginar. Tenho esperança de que a paixão, a experiência, e até os erros da minha geração de luta ajudam a iluminar um pouco as sendas do futuro.

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