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O altruísmo e a moral / Francesco Alberoni; trad.Maria da Graça Morais Sarmento; co-aut.Veca Salvatore

Autor: Alberoni, FrancescoCo-autor: Veca, SalvatoreAutor secundário: Sarmento, Maria da Graça MoraisIdioma: Português.Edição: 2ª edPublicação: Venda Nova : Bertrand Livraria, 1988Descrição física: 163 p.; 23 cmAssunto: 234232 | 323418 | 326075Resumo: A moral racional tem um papel fundamental no mundo moderno. A democracia política, a própria economia nasceram duma matriz moral. O Estado, a administração pública não podem funcionar sem ela. A moral racional tem, porém, duas raízes. O altruísmo e a razão. O altruísmo aparece com formas diversas: amor maternal, amizade, solidariedade social, religiosa, amor pátrio, amor universal. A razão não pode fazer brotar estes sentimentos. Mas pode considerá-los bens preciosos, que devem ser cultivados, protegidos, postos em acção. A razão transforma o impulso altruista em actividade inteligente, contínua racional quanto ao seu fim. O amor simples, o altruísmo puro, não são, por si sós, moral. É a razão que, em contacto com o altruismo, o transforma, lhe modifica a natureza e o torna moral. O segredo da raciocínio moral é a capacidade de ver, com olhos objetivos, o que há de mais sugestivo no mundo: nós próprios e o cortejo dos nossos desejos, das nossas recordações, das nossas esperanças.
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Monografias Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
IPJCCP311 (Browse shelf) IPJCC10716 Available IPJCC CID107169453

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A moral racional tem um papel fundamental no mundo moderno. A democracia política, a própria economia nasceram duma matriz moral. O Estado, a administração pública não podem funcionar sem ela. A moral racional tem, porém, duas raízes. O altruísmo e a razão. O altruísmo aparece com formas diversas: amor maternal, amizade, solidariedade social, religiosa, amor pátrio, amor universal. A razão não pode fazer brotar estes sentimentos. Mas pode considerá-los bens preciosos, que devem ser cultivados, protegidos, postos em acção. A razão transforma o impulso altruista em actividade inteligente, contínua racional quanto ao seu fim. O amor simples, o altruísmo puro, não são, por si sós, moral. É a razão que, em contacto com o altruismo, o transforma, lhe modifica a natureza e o torna moral. O segredo da raciocínio moral é a capacidade de ver, com olhos objetivos, o que há de mais sugestivo no mundo: nós próprios e o cortejo dos nossos desejos, das nossas recordações, das nossas esperanças.

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