Conhecimento, prática e ética : os desafios da investigação-ação em contexto de prostituição feminina de rua / Marta Graça, Manuela Gonçalves
In: Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra. N.108 (dez 2015) , p. 135-156Idioma: Português.Assunto: SOCIOLOGIA | FEMINISMO | INVESTIGAÇÃO | MÉTODOS | PORTUGAL | ÉTICA | PROSTITUIÇÃO Localização e Cota : PP82 Resumo: O paradigma, enquanto filosofia e matriz, guia o processo de investigação, assumindo um lugar fundamental sobre o qual é primordial refletir. No caso da prostituição, usualmente considerada um tema controverso, entendemos que a questão do paradigma orientador ganha importância acrescida. Neste artigo, a partir do projeto de investigação-ação em desenvolvimento, com uma equipa de rua e prostitutas, efetuamos uma reflexão sobre o paradigma sociocrítico tomando os quatro eixos conceptuais – ontologia, epistemologia, metodologia e ética, e estabelecendo interseção com os feminismos. Concluímos que a ética é crucial, uma vez que a produção de conhecimento e transformação da práxis assentam na relação interpessoal. Postulamos a necessidade de mais investigação participativa, centrada nas pessoas, revestida criteriosamente de um agir ético, de reflexão e de validação das subjetividades.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
O paradigma, enquanto filosofia e matriz, guia o processo de investigação, assumindo um lugar fundamental sobre o qual é primordial refletir. No caso da prostituição, usualmente considerada um tema controverso, entendemos que a questão do paradigma orientador ganha importância acrescida. Neste artigo, a partir do projeto de investigação-ação em desenvolvimento, com uma equipa de rua e prostitutas, efetuamos uma reflexão sobre o paradigma sociocrítico tomando os quatro eixos conceptuais – ontologia, epistemologia, metodologia e ética, e estabelecendo interseção com os feminismos. Concluímos que a ética é crucial, uma vez que a produção de conhecimento e transformação da práxis assentam na relação interpessoal. Postulamos a necessidade de mais investigação participativa, centrada nas pessoas, revestida criteriosamente de um agir ético, de reflexão e de validação das subjetividades.
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