Maus-tratos e laços
In: Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria. Lisboa. N.30,vol.I (Jan.-Jun. 2011) , p.7-16Idioma: Português.Assunto: PSIQUIATRIA | CRIANÇA | MAUS TRATOS | VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS | COMPORTAMENTO INFANTIL Localização e Cota : P.300 Resumo: A exposição das crianças à violência levanta grande preocupação no que concerne ao impacto no seu desenvolvimento comportamental, emocional, social e cognitivo, mesmo quando não são vítimas directas dessa violência. É consensual que experiências traumáticas durante os primeiros anos de vida influenciam o desenvolvimento cerebral da criança, assim como a sua interacção com o mundo exterior ao longo da vida. Os maus-tratos aumentam o risco da criança desenvolver quadros depressivos, comportamentos auto-destrutivos, problemas alimentares, défice de atenção, menor rendimento académico, abuso de substâncias, promiscuidade sexual e delinquência. As crianças nos diferentes estádios de desenvolvimento integram os acontecimentos traumáticos em função das suas competências cognitivas e capacidade de resiliência. A interacção conflituosa entre as figuras de suporte num espaço, teoricamente de segurança e protecção, propicia à criança a aprendizagem de modelos de violência na relação interpessoal, na resolução de conflitos e na imposição do poder sobre o outro. As autoras pretendem estudar um grupo de crianças com stressores de violência que frequentam a consulta de 1ª infância do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência do CHP. Pretendem avaliar o impacto da vivência de situações de violência no diagnóstico clínico, assim como, na relação com os cuidadores, de acordo com a classificação diagnóstica DC: 0-3R.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.300 (Browse shelf) | Available |
A exposição das crianças à violência levanta grande preocupação no que concerne ao impacto no seu desenvolvimento comportamental, emocional, social e cognitivo, mesmo quando não são vítimas directas dessa violência. É consensual que experiências traumáticas durante os primeiros anos de vida influenciam o desenvolvimento cerebral da criança, assim como a sua interacção com o mundo exterior ao longo da vida. Os maus-tratos aumentam o risco da criança desenvolver quadros depressivos, comportamentos auto-destrutivos, problemas alimentares, défice de atenção, menor rendimento académico, abuso de substâncias, promiscuidade sexual e delinquência. As crianças nos diferentes estádios de desenvolvimento integram os acontecimentos traumáticos em função das suas competências cognitivas e capacidade de resiliência. A interacção conflituosa entre as figuras de suporte num espaço, teoricamente de segurança e protecção, propicia à criança a aprendizagem de modelos de violência na relação interpessoal, na resolução de conflitos e na imposição do poder sobre o outro. As autoras pretendem estudar um grupo de crianças com stressores de violência que frequentam a consulta de 1ª infância do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência do CHP. Pretendem avaliar o impacto da vivência de situações de violência no diagnóstico clínico, assim como, na relação com os cuidadores, de acordo com a classificação diagnóstica DC: 0-3R.
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