Governação, reformas do Estado e políticas de educação de adultos em Portugal : pressões globais e especificidades nacionais, tensões e ambivalências / Fátima Antunes
In: Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra. N.92 (Mar. 2011) , p.3-29Idioma: Português.Assunto: EDUCAÇÃO | ENSINO | POLITICA DE EDUCAÇAO | DIREITOS SOCIAIS | PORTUGAL Localização e Cota : PP82 Resumo: Neste texto, toma-se o desenvolvimento do dispositivo de reconhecimento, validação e certificação de competências como mote para debater opções na reforma do Estado quanto ao seu envolvimento na provisão do bem-estar social. Argumenta-se que o Estado português, em consonância com horizontes reformistas da matriz sociopolítica de governação e do Estado gestionário, criou uma oferta pública de educação e formação de adultos desvinculada de um sistema público, que passa pela contratualização e pela fundação de um quase-mercado e coloca sob contigência direitos sociais e humanos de produtores e de beneficiários do serviço público. O percurso estudado é marcado por tensões entre uma política social multidimensional e uma política para / segundo a economia, de cariz qualificacionista, particularista e compensatório. A dinâmica em curso afirma a educação, o Estado e a governação como terrenos de luta, conflituais e contraditórios, em que têm lugar a acção e o enfrentamento políticos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP82 (Browse shelf) | Available |
Neste texto, toma-se o desenvolvimento do dispositivo de reconhecimento, validação e certificação de competências como mote para debater opções na reforma do Estado quanto ao seu envolvimento na provisão do bem-estar social. Argumenta-se que o Estado português, em consonância com horizontes reformistas da matriz sociopolítica de governação e do Estado gestionário, criou uma oferta pública de educação e formação de adultos desvinculada de um sistema público, que passa pela contratualização e pela fundação de um quase-mercado e coloca sob contigência direitos sociais e humanos de produtores e de beneficiários do serviço público. O percurso estudado é marcado por tensões entre uma política social multidimensional e uma política para / segundo a economia, de cariz qualificacionista, particularista e compensatório. A dinâmica em curso afirma a educação, o Estado e a governação como terrenos de luta, conflituais e contraditórios, em que têm lugar a acção e o enfrentamento políticos.
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