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Parentalidade social, fratrias e relações intergeracionais nas recomposições familiares

Autor: LOBO, CristinaIn: Sociologia - Problemas e Práticas. Lisboa. N.59 (Jan-Abr. 2009) , p.45-74Idioma: Português.Assunto: RELAÇÕES FAMILIARES RELAÇÕES INTERGERACIONAIS PARENTALIDADE Localização e Cota : P.230 Resumo: Dar conta sociologicamente da trama de relações entre alguns protagonistas das recomposições familiares - padrastos, enteados, fratrias recompostas e avós sociais - é o objectivo deste artigo. Trata-se de interacções não institucionalizadas ou que são auto-reguladas, isto é, imbuídas de ambiguidade e de invisibilidade tanto social como jurídica. O mesmo é dizer que estes papéis estão em aberto, por isso precisam de ser pensados, inventados e negociados com o tempo. O número de crianças, nas famílias recompostas, varia conforme a história passada de cada um dos elementos do casal. Com a existência destas crianças de casamentos ou relações anteriores aumenta a complexidade destas famílias. Daí as famílias recompostas serem famílias de geometria variável. A análise das relações intergeracionais na fase pós-divórcio pode revelar-se uma excelente oportunidade para "olhar" a forma como os papéis dos pais e dos avós se redefinem. Na família mais alargada da recomposição, tanto os avós paternos como os maternos continuam a ocupar o seu lugar, sem esquecer os "avós sociais", isto é, os ascendentes directos do eventual novo companheiro da mãe guardiã ou nova parceria do pai não guardião.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.230 (Browse shelf) Available

Dar conta sociologicamente da trama de relações entre alguns protagonistas das recomposições familiares - padrastos, enteados, fratrias recompostas e avós sociais - é o objectivo deste artigo. Trata-se de interacções não institucionalizadas ou que são auto-reguladas, isto é, imbuídas de ambiguidade e de invisibilidade tanto social como jurídica. O mesmo é dizer que estes papéis estão em aberto, por isso precisam de ser pensados, inventados e negociados com o tempo. O número de crianças, nas famílias recompostas, varia conforme a história passada de cada um dos elementos do casal. Com a existência destas crianças de casamentos ou relações anteriores aumenta a complexidade destas famílias. Daí as famílias recompostas serem famílias de geometria variável. A análise das relações intergeracionais na fase pós-divórcio pode revelar-se uma excelente oportunidade para "olhar" a forma como os papéis dos pais e dos avós se redefinem. Na família mais alargada da recomposição, tanto os avós paternos como os maternos continuam a ocupar o seu lugar, sem esquecer os "avós sociais", isto é, os ascendentes directos do eventual novo companheiro da mãe guardiã ou nova parceria do pai não guardião.

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