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Uso de crack na cidade de São Paulo / Brasil

Autor: RAUPP, Luciane Co-autor: ADORNO, Rubens de C. F.In: Toxicodependências. Lisboa. V.16,n.2 (2010) , p.29-37Idioma: Português.Assunto: DEPENDÊNCIA DROGA SAÚDE PÚBLICA Localização e Cota : P.215 Resumo: Crack é uma substância psicoativa derivada da pasta de coca. Apresenta elevado potencial aditivo pela peculiar combinação de efeitos farmacológicos e socioculturais implicados em seu uso. Frente ao aumento do uso de crack em diferentes cidades do Brasil, esse artigo visa contribuir para uma compreensão do cotidiano de usuários de uma região específica da área central de São Paulo conhecida como Cracolândia. Os dados apresentados são oriundos de uma pesquisa de doutorado que empregou o método etnográfico para descrever o perfil dos usuários, seus padrões de sociabilidade e a relação entre uso da droga e auto-cuidado. A análise dos dados do diário de campo sugere uma estreita relação entre a situação e o contexto social dos usuários e seu padrão de uso de crack. A grande maioria estava em situação de rua e apresentava um padrão de uso compulsivo no qual o auto-cuidado ou quaisquer outras atividades eram secundarizadas frente ao consumo frenético da droga.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.215 (Browse shelf) Available

Crack é uma substância psicoativa derivada da pasta de coca. Apresenta elevado potencial aditivo pela peculiar combinação de efeitos farmacológicos e socioculturais implicados em seu uso. Frente ao aumento do uso de crack em diferentes cidades do Brasil, esse artigo visa contribuir para uma compreensão do cotidiano de usuários de uma região específica da área central de São Paulo conhecida como Cracolândia. Os dados apresentados são oriundos de uma pesquisa de doutorado que empregou o método etnográfico para descrever o perfil dos usuários, seus padrões de sociabilidade e a relação entre uso da droga e auto-cuidado. A análise dos dados do diário de campo sugere uma estreita relação entre a situação e o contexto social dos usuários e seu padrão de uso de crack. A grande maioria estava em situação de rua e apresentava um padrão de uso compulsivo no qual o auto-cuidado ou quaisquer outras atividades eram secundarizadas frente ao consumo frenético da droga.

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