O impacto da reclusão na conjugalidade e na parentalidade : perspectiva da companheira do recluso / Francisco Simões, Madalena Alarcão
In: Ousar Integrar - Revista de Reinserção Social e Prova. Lisboa. A. 3, nº.5 (Janeiro 2010) , p.49-61Idioma: Português.Assunto: PSICOLOGIA | RECLUSO | RELAÇÕES FAMILIARES | RELAÇÃO PARENTAL | RELAÇÕES DE PARENTESCO | PORTUGAL Localização e Cota : PP321 Resumo: O presente artigo resulta de um estudo qualitativo que visou descrever os efeitos da reclusão na conjugalidade e na parentalidade, a partir da visão da companheira do recluso. Triangulando a análise de conteúdo dos dados recolhidos com o recurso à técnica de grupo focal e à própria literatura, foi possível compreender a preponderância de padrões transaccionais marcados pela complementaridade relacional, frequentemente rigidificada em papéis parentais diferenciados e numa posição one-down da mulher. Na sequência da reclusão do companheiro/figura parental masculina, assiste-se a algum reforço da coesão familiar. O processo de amostragem deste estudo é uma das fragilidades metodológicas discutidas. A necessidade de estudos com poder inferencial que possam debelar esta limitação e algumas pistas de reflexão para estudos futuros, como o efeito da reclusão no processo de autonomização dos filhos, são conclusões que resultam do presente trabalho.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP321 (Browse shelf) | Available |
O presente artigo resulta de um estudo qualitativo que visou descrever os efeitos da reclusão na conjugalidade e na parentalidade, a partir da visão da companheira do recluso. Triangulando a análise de conteúdo dos dados recolhidos com o recurso à técnica de grupo focal e à própria literatura, foi possível compreender a preponderância de padrões transaccionais marcados pela complementaridade relacional, frequentemente rigidificada em papéis parentais diferenciados e numa posição one-down da mulher. Na sequência da reclusão do companheiro/figura parental masculina, assiste-se a algum reforço da coesão familiar. O processo de amostragem deste estudo é uma das fragilidades metodológicas discutidas. A necessidade de estudos com poder inferencial que possam debelar esta limitação e algumas pistas de reflexão para estudos futuros, como o efeito da reclusão no processo de autonomização dos filhos, são conclusões que resultam do presente trabalho.
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