Delinquência, família e desorganização social / Sebastian Roché
In: Ousar Integrar - Revista de Reinserção Social e Prova. Lisboa. A. 3, nº.5 (Janeiro 2010) , p.9-22Idioma: Português.Assunto: DIREITO DOS MENORES | DELINQUÊNCIA JUVENIL | COMPORTAMENTO DELINQUENTE | INTEGRAÇÃO ESCOLAR | POBREZA | PORTUGAL Localização e Cota : PP321 Resumo: Apresenta análises que avaliam a dimensão dos efeitos estatísticos das variáveis estrutura e funcionamento da família na delinquência juvenil. Permitem também comparar a dimensão dos efeitos familiares com os efeitos de outros contextos sociais nos quais os jovens se desenvolvem. Os resultados confirmam que a família orienta o comportamento delinquente dos jovens, não tanto relativamente à estrutura mas sobretudo no que se refere ao funcionamento familiar (entendimento e, sobretudo, supervisão). Além disso, sublinha-se a importância das variáveis extra familiares, como a integração escolar (que constitui a principal variável explicativa da delinquência), o número de parceiros delinquentes (também uma das três variáveis mais importantes), o tipo de habitação ou ainda, as desordens em torno deste. Todas estas variáveis têm efeitos próprios e não redutíveis à "família", já que os seus efeitos fazem-se sentir depois do controlo da estrutura e até mesmo do funcionamento familiar: consequentemente, é absolutamente necessário ter em conta a desorganização social que prevalece no local de residência, para explicar a delinquência dos jovens. A base empírica deste trabalho é constituída por inquéritos franceses, utilizando o ISRD (International Self-Reported Delinquency Survey), realizados em 1999 e em 2003, nos aglomerados residenciais de Grenoble e de Saint-Etienne.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | PP321 (Browse shelf) | Available |
Apresenta análises que avaliam a dimensão dos efeitos estatísticos das variáveis estrutura e funcionamento da família na delinquência juvenil. Permitem também comparar a dimensão dos efeitos familiares com os efeitos de outros contextos sociais nos quais os jovens se desenvolvem. Os resultados confirmam que a família orienta o comportamento delinquente dos jovens, não tanto relativamente à estrutura mas sobretudo no que se refere ao funcionamento familiar (entendimento e, sobretudo, supervisão). Além disso, sublinha-se a importância das variáveis extra familiares, como a integração escolar (que constitui a principal variável explicativa da delinquência), o número de parceiros delinquentes (também uma das três variáveis mais importantes), o tipo de habitação ou ainda, as desordens em torno deste. Todas estas variáveis têm efeitos próprios e não redutíveis à "família", já que os seus efeitos fazem-se sentir depois do controlo da estrutura e até mesmo do funcionamento familiar: consequentemente, é absolutamente necessário ter em conta a desorganização social que prevalece no local de residência, para explicar a delinquência dos jovens. A base empírica deste trabalho é constituída por inquéritos franceses, utilizando o ISRD (International Self-Reported Delinquency Survey), realizados em 1999 e em 2003, nos aglomerados residenciais de Grenoble e de Saint-Etienne.
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