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A maternidade precoce : tendência e perfis

Autor: FERREIRA, Pedro MouraIn: Revista Portuguesa de Saúde Pública. Lisboa. V.26,n.1 (Jan.-Jun. 2008) , p.63-76Idioma: Português.Assunto: MATERNIDADE GRAVIDEZ ADOLESCÊNCIA EXCLUSÃO SOCIAL Localização e Cota : P.240 Resumo: Tendo por ponto de partida a ideia de que a maternidade precoce reflecte a tendência de inclusão de uma sociedade, o presente artigo procura identificar e explorar, com base nas estatísticas oficiais, as lógicas sociais que caracterizam a evolução do número de nascimento das mães de menos de vinte anos. Duas conclusões merecem ser sublinhadas. A primeira salienta o facto de que a maternidade precoce se inscreve maioritariamente numa lógica de transição, nuns casos antecipada, noutros não, para a vida adulta. Com efeito, ainda que possa conduzir ou agravar situações de pobreza, a maternidade precoce significa para muitas jovens o passaporte para uma afirmação adulta consumada através da conjugalidade e da maternidade e viabilizada pelo estatuto profissional do cônjuge. A segunda conclusão associa a maternidade precoce a uma lógica de exclusão social. Esta lógica manifesta-se de forma mais acentuada na condição de monoparentalidade, em que predominam as situações de desvinculação paterna e as mães mais jovens e mais vulneráveis em termos escolares e profissionais.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.240 (Browse shelf) Available

Tendo por ponto de partida a ideia de que a maternidade precoce reflecte a tendência de inclusão de uma sociedade, o presente artigo procura identificar e explorar, com base nas estatísticas oficiais, as lógicas sociais que caracterizam a evolução do número de nascimento das mães de menos de vinte anos. Duas conclusões merecem ser sublinhadas. A primeira salienta o facto de que a maternidade precoce se inscreve maioritariamente numa lógica de transição, nuns casos antecipada, noutros não, para a vida adulta. Com efeito, ainda que possa conduzir ou agravar situações de pobreza, a maternidade precoce significa para muitas jovens o passaporte para uma afirmação adulta consumada através da conjugalidade e da maternidade e viabilizada pelo estatuto profissional do cônjuge. A segunda conclusão associa a maternidade precoce a uma lógica de exclusão social. Esta lógica manifesta-se de forma mais acentuada na condição de monoparentalidade, em que predominam as situações de desvinculação paterna e as mães mais jovens e mais vulneráveis em termos escolares e profissionais.

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